Semana de isolamento no Ceará deve estabilizar pandemia para permitir retomada econômica, diz secretário

Semana de isolamento no Ceará deve estabilizar pandemia para permitir retomada econômica, diz secretário — Foto: Davi Pinheiro


O Ceará precisa ainda estabilizar o avanço da pandemia da Covid-19 antes de retomar a economia, na avaliação do secretário Executivo de Planejamento e Orçamento, Flávio Ataliba. Em entrevista à TV Verdes Mares nesta segunda-feira (5), Ataliba afirmou que essa semana, com o decreto de isolamento em vigor em todo o estado, deve criar condições para a reabertura dos negócios.

"Ano passado tivemos geração de 18 mil vagas de empregos, mas porque conseguimos fazer um plano de retomada. O Ceará teve um crescimento seguido por vários meses até fevereiro, só paramos porque houve a segunda onda, no mundo todo e depois no Brasil", afirmou o secretário.

Na noite de domingo (4), o governador Camilo Santana que a partir de 12 de abril será iniciada a retomada gradual das atividades não essenciais no Ceará.

"Já estamos conversando com os setores há bastante tempo, comércio, escolas privadas e públicas, bares e restaurantes através da Abrasel, os setores mais impactados para ter essa sensibilidade para a retomada da economia", disse o secretário, sobre a retomada da economia.

Conforme Camilo Santana afirmou no domingo, o lockdown aplicado no estado nas últimas três semanas resultou em uma queda no número de casos da Covid-19. "Estamos em uma tendência de redução de casos, de transmissão e de pressão assistencial no setor da saúde, porém com números ainda muito altos."

80% da economia em funcionamento

Ainda conforme Flávio Ataliba, a retomada do crescimento econômico neste ano deve ser mais que a de 2020, quando o comércio não essencial também foi fechado devido à pandemia de Covid-19.

Conforme o secretário, atualmente, 80% da economia do estado seguem em atividades; em 2020, a indústria estava impedida de funcionar, por exemplo.

"A experiência que tivemos no ano passado vai ser posta em prática, a diferença que nesse ano a indústria e vários outros setores estão abertos. Cerca de 75% dos setores de serviços estão abertos. Temos postos, farmácias, indústria, temos 80% da economia já aberta."

G1/CE

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