Bolsonaro promete mais 60 milhões de doses de vacina até abril


O presidente Jair Bolsonaro afirmou que o Brasil terá 20 milhões de doses de vacina contra a Covid-19 disponíveis ainda em março e outras 40 milhões em abril. O chefe do Planalto deu a declaração na noite desta quinta-feira, 4, durante sua tradicional live nas redes sociais.

Na live, Bolsonaro também reforçou que o Ministério da Saúde já comprou 400 milhões de doses de diferentes vacinas até janeiro de 2022 e que haveria mais 178 milhões de doses de vacinas "em tratativas". Bolsonaro lembrou ainda a confirmação, feita nesta quarta pela pasta, de compra de 100 milhões de doses da Pfizer e de 38 milhões de doses da Janssen.

O Ministério da Saúde só anunciou a aquisição dos imunizantes da Pfizer e da Janssen depois da aprovação, pelo Congresso Nacional, do projeto de lei (PL) 534/2021, que autorizou a União, Estados e municípios a assumir os riscos de responsabilização civil por eventuais efeitos adversos pós-vacinação. Antes disso, o governo federal alegava a existência de obstáculos jurídicos para explicar a recusa em fechar contratos com as empresas farmacêuticas. Os Estados, municípios e o setor privado também podem comprar os fármacos diretamente com os laboratórios, sem necessidade de intermédio da União.

Na live, Jair Bolsonaro reclamou que "alguns teimam em dizer que o governo não se preocupa com vacina. Agora, vêm essas narrativas que somos negacionistas, não acreditamos em vacinas, aquela história toda para boi dormir, como fizeram na minha campanha em 2018". O presidente voltou a dizer que a aplicação da vacina contra a Covid-19 será voluntária e não haverá sanções, por parte do governo, para quem decidir não tomar o imunizante.

Viagem à Argentina

Jair Bolsonaro também confirmou que irá para a Argentina este mês para se encontrar com o presidente Alberto Fernández. O encontro está marcado para acontecer em Buenos Aires no dia 26. Esta será a primeira vez que os dois chefes de Estado vão conversar pessoalmente.

"Será a primeira vez que vamos conversar com o presidente da Argentina. Logicamente ele queria, eu quero, uma conversa reservada nós dois num canto. E publicamente vamos tratar das questões econômicas dos nossos países", afirmou Bolsonaro.

VEJA.COM

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