Vacina da Pfizer impede transmissão da Covid-19, diz estudo



A vacina contra Covid-19 produzida pela Pfizer, em parceria com a BioNTech, é capaz de interromper a transmissão da doença. De acordo com um estudo feito pelas empresas em conjunto com o Ministério da Saúde de Israel, o imunizante reduziu em 89,4% o número de novos casos confirmados da infecção em Israel, incluindo assintomáticos. 

Essa é a primeira evidência que a vacina é capaz de diminuir a transmissão do vírus no mundo real e indica que o país pode atingir a chamada imunidade de rebanho em março. O estudo preliminar foi divulgado no Twitter pelo jornalista israelense Nadav Eyal. 

Em seguida, as informações foram confirmadas e publicadas por importantes publicações, como a Bloomberg e o MIT Technology Review. Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores analisaram os registros de saúde de centenas de milhares de israelenses  durante três semanas em janeiro e fevereiro. 

Nesse período foi possível comparar dados de pessoas não vacinadas com aquelas que haviam completado o esquema de duas doses há uma semana, segundo informações divulgadas pelo MIT Technology Review, que teve acesso às 22 páginas do relatório. Os resultados mostraram que a vacina é capaz de reduzir casos sintomáticos e mortes pela Covid-19 em mais de 93%. 

No estudo clínico controlado, a taxa foi de 95%, ou seja, bem próxima do mundo real. O estudo nacional também foi capaz de mostrar que as hospitalizações e mortes diminuíram em quantidades semelhantes no grupo vacinado. Por fim, como Israel testa as pessoas de forma bastante abrangente, os pesquisadores foram capazes de estimar que a vacina foi 89,4% eficaz na prevenção de qualquer infecção detectável, incluindo  assintomáticas. 

A descoberta inédita sugere que a vacina pode suprimir fortemente a transmissão do vírus e ajudar a acabar com a pandemia. “A aplicação em massa da vacina pode conter significativamente a pandemia e oferece esperança para um eventual controle da pandemia, à medida que os programas de vacinação aumentam no resto do mundo”, diz o estudo. 

De acordo com os autores, Israel pode se se tornasse o primeiro país a alcançar a chamada imunidade de rebanho, ou níveis de resistência da população altos o suficiente para controlar a propagação do vírus sem a necessidade de quarentena ou lockdown. “Israel pode se aproximar do limite de imunidade de rebanho contra o SARS-CoV-2d em março”, afirma o estudo. Israel é o país que aplicou o maior quantidade de vacinas per capita, no mundo. 

Até este domingo, 21, foram aplicadas 7,1 milhões de doses da vacina, o que equivale a uma taxa de 78,8 doses por 100 habitantes, segundo ranking da Bloomberg.  Mais de 46% dos 9 milhões de habitantes de Israel já receberam pelo menos uma dose do imunizante da Pfizer, de acordo com o Ministério da Saúde local. 

Como parte do acordo para aquisição das doses da vacina, o governo israelense concordou em fazer do país uma espécie de cobaia, abastecendo as farmacêuticas com todos os dados e estatísticas possíveis sobre a vacinação, em tempo real. Diante do sucesso da estratégia, neste domingo, as regras de confinamento finalmente foram afrouxadas em Israel. O primeiro passo para voltar à vida normal inclui a abertura de lojas, bibliotecas e museus. O uso de máscaras e a manutenção do distanciamento social, no entanto, continuam obrigatórios.

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