‘Povo quer saber dos R$ 600, não dos cheques de R$ 89 mil’, diz André Janones



Em seu 1º mandato na Câmara, o deputado André Janones (Avante-MG) atravessa o que considera ser 1 momento de “abismo“. Enquanto bate recordes de audiência nas redes sociais, enfrenta dificuldades na articulação política dentro da Casa.

“Abismo. Essa é a palavra. A dificuldade de articulação e adesão que eu tenho dentro da Câmara com os colegas é inversamente proporcional à que tenho no meu eleitorado”, disse Janones em entrevista ao Poder360.

Janones está pela 3ª semana consecutiva na liderança do ranking FSB Influência Congresso 2020 (íntegra – 389 KB), feito pela FSB Comunicação, que mede o engajamento dos deputados nas redes sociais. Ele afirma que o sucesso no ambiente digital se deve ao fato de romper uma “falsa polarização que existe no Brasil“.

“Criou-se uma falsa polarização no país. O povo brasileiro quer saber qual o valor do auxílio emergencial. Se você entrasse [na semana do anúncio da redução do valor do auxílio emergencial de R$ 600 para R$ 300] em qualquer canal nas redes sociais, a discussão era quem depositou R$ 89 mil em cheques na conta de não sei quem. Essa não é a discussão que o povo brasileiro estava travando naquele momento. Antes de saber quem depositou os R$ 89 mil, o brasileiro queria saber como ia colocar comida na mesa para sustentar os filhos”, afirmou.

Uma transmissão ao vivo do deputado mineiro, na qual ele se disse contra a redução do auxílio emergencial de R$ 600 para R$ 300, foi a publicação no Facebook mais comentada do mundo ocidental no dia 1º de setembro, de acordo com a plataforma Crowdtangle.

Segundo a consultoria Arquimedes, especialista na análise de mídias sociais, Janones obteve 34,6 milhões de interações no Facebook em agosto, com média de 1,1 milhão de interações por dia. Suas lives alcançaram 78 milhões de visualizações no período. O presidente Bolsonaro obteve desempenho mais discreto no mesmo período: 21,7 milhões de interações, média de 700 mil por dia.

“A realidade é que a maioria dos brasileiros não levanta da cama para ir às redes sociais defender o Bolsonaro ou falar mal do Bolsonaro. Ou ainda ir defender o Lula, pedir o Lula livre. A grande maioria da população brasileira está preocupada em colocar comida na mesa. Eu atribuo [o aumento no engajamento em suas redes] a isso. Não tenho como objetivo ganhar curtidas ou visualizações. Vejo isso como consequência dessa posição”, afirma.

Janones chegou a ser alvo de 1 pedido de cassação no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados em outubro de 2019 por ter chamado outros deputados de “corruptos“. Na entrevista ao Poder360, ele voltou a criticar os colegas, dizendo que alguns deles são “bandidos“.

“Não dá para falar que a política é a arte do diálogo e do convencimento quando você está lidando com bandidos. Temos 1 parlamentar no Congresso Nacional condenado no STF [Supremo Tribunal Federal] por ter desviado R$ 500 milhões do BNDES [Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social]. Não tenho como dialogar ou fazer política com criminosos”, disse, fazendo referência ao deputado Paulinho da Força (Solidariedade), condenado a 10 anos e 2 meses de prisão.

Em relação à sua avaliação do governo Bolsonaro, Janones é mais moderado.

“Se você perguntar ao deputado da base aliada, ele vai dar nota 10. Se você perguntar a 1 deputado de oposição, é zero. Se você falar do assunto do momento, que é o combate ao coronavírus, daria nota 5 ou 6. Se falar do quanto repassou de verba aos municípios, é nota 10, mas se você falar da politização do uso da cloroquina, dou nota zero”, resumiu.

PODER 360

Um comentário:

  1. FAKES, produto de uma imaginação, associada ao não engrandecimento de todos, eivadas de um protecionismos, com finalidades diversas, podendo ser empregadas vários meios, servindo ou não servindo ao bem estar comum, deixando para aqueles a observação, do seu produto entre os consumidores.

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