Moro é proibido de advogar ou atuar no setor privado por 6 meses


A Comissão de Ética Pública da Presidência decidiu ontem (2) que o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro será obrigado a cumprir quarentena de 6 meses antes de voltar a trabalhar.

A decisão é embasada na Lei 12.813 de 2013, que dispõe sobre conflito de interesses de ex-ocupantes de cargos públicos, por terem acesso a informações privilegiadas, no período imediatamente posterior à saída do cargo.

Moro não poderá atuar como advogado durante o período de 6 meses, mas está autorizado a dar aulas e a escrever artigos nesse período. Ele continuará a receber salário do governo até o encerramento dessa quarentena.

O ex-juiz da Lava Jato disse, em entrevista à Globo, que ainda não sabe quais serão seus próximos passos. “Eu tô encontrando uma maneira de me posicionar. Eu quero de alguma forma continuar a contribuir, seja na esfera privada ou no debate público”, disse.

Moro deixou o governo em 24 de abril, assim que o então diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, foi exonerado contra a sua vontade. Até então ministro mais popular do governo, ele pediu demissão fazendo acusações ao presidente Jair Bolsonaro. Uma delas, a de que o presidente teria praticado interferência indevida na PF, é objeto de 1 inquérito no STF (Supremo Tribunal Federal).

A Comissão de Ética Pública da Presidência ainda deve decidir sobre mais questões envolvendo o ex-ministro. Moro foi denunciado ao colegiado por 1 grupo de advogados que viu violação ao código de ética na divulgação de informações privilegiadas por parte do ex-juiz.

PODER 360

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