IFCE de Sobral produz cabines de esterilização e máscaras faciais


Mais uma instituição pública de educação se soma ao esforço coletivo de ampliar as ações de prevenção contra a disseminação do novo coronavírus. O Instituto Federal de Educação (IFCE) do Ceará abriu edital interno e dois projetos oriundos do campus de Sobral, na zona Norte do Estado, foram selecionados para fabricação de cabines de esterilização e outro para produção de máscaras de acetato para proteção facial.

O professor Manoel Valnir Júnior, do eixo de Recursos Naturais, do IFCE, em Sobral, planejou e desenvolveu o protótipo da cabine de esterilização que já está pronto no campus. Os equipamentos serão destinados para hospitais públicos da região Norte. 

O protótipo passa por validação da Universidade Federal do Ceará (UFC) para confirmação de que o material utilizado consegue matar o novo coronavírus. “É preciso ter evidência científica”, pontuou o professor Rafael Vítor e Silva.

A ideia é disponibilizar a hospitais as cabines, uma alternativa viável, de baixo custo, de fácil operação e de efetiva aplicabilidade no combate a infecção pelo novo coronavírus dentro das unidades de saúde.

O esforço do IFCE é contribuir para elevar o controle de não infecção aos profissionais de saúde no trato diário a pacientes com Covid-19, trazendo-lhes segurança e tranquilidade emocional. A unidade de desinfecção permite que o profissional passe por um processo de esterilização, ainda em trajes específicos de atendimento.

Protetores faciais

A outra iniciativa contemplada é a produção de máscaras de proteção facial de acetato. Inicialmente, já foram doadas cerca de cinco mil unidades, para profissionais de saúde da Região Metropolitana de Sobral. “Até a primeira quinzena de setembro queremos doar mais 26 mil máscaras todo o Ceará”, frisou Rafael Vítor e Silva, professor do eixo de Controle e Processos Industriais.

Desde o fim de março passado, o campus de Sobral vem produzindo as máscaras de acetato a partir de uma central de impressões 3D montada no campus com a parceria de outras instituições e de empresas. “A pandemia nos trouxe a oportunidade de projetos que concretizados vão deixar um legado para o campus de Sobral, um minilaboratório de fabricação digital”, reforçou Rafael Vítor.

O uso do protetor facial, classificado como um Equipamento de Proteção Indivisual (EPI), é indicado na prevenção ao novo coronavírus como complemento às máscaras do tipo N95. As peças protegem a região dos olhos e, assim, diminuem o risco de contágio.

Relevância

Ambos os projetos têm financiamento da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) do Ministério da Educação (MEC). O projeto para fabricação de máscaras de proteção facial também foi selecionado por edital da Companhia Vale do Rio Doce e receberá reforço de verba de R$ 75 mil, possibilitando a ampliação de produção e montagem de um minilaboratório de fabricação digital.

Por meio da Setec, para a fabricação de protetores faciais, serão liberados R$ 64,8 mil e para o desenvolvimento de cabines de esterilização serão destinados R$ 9,5 mil. Os recursos liberados pela Setec vão permitir a fabricação e instalação de pelo menos dez cabines de esterilização.

HONÓRIO BARBOSA / DIÁRIO DO NORDESTE

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