EUA bloqueiam carga de suprimentos chineses que viriam para o Nordeste; China cancelou a venda

Respiradores mecânicos/Foto: Bruno Cecim  /Agência Pará

Suprimentos médicos fornecidos pela China e adquiridos pelos estados do Nordeste brasileiro, foram retidos no aeroporto de Miami, nos EUA. Esse é mais uma medida norte americana contra o fornecimento de suprimentos médicos chineses.

Envolto pelo avanço da pandemia do novo coronavírus no Nordeste, a China cancelou o envio de 600 respiradores artificiais que ajudaria no tratamento de pacientes infectados. A carga teria sido adquirida pelo Consórcio Nordeste que reúne os nove estados na região.

Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, a carga ficou retida no aeroporto de Miami (EUA), onde já estava aguardando conexão para ser transportada para o Brasil. A carga de respiradores está avaliada em R$ 42 milhões. O dinheiro, porém, não chegou a ser repassado pelo consórcio.

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Ao 'Globo', a assessoria de imprensa da Casa Civil do estado disse que “a operação de compra dos respiradores foi cancelada unilateralmente pelo vendedor”, que não deu maiores explicações, apenas que a carga teria outro destino. O valor não chegou a ser desembolsado pelo governo da Bahia.

“Neste momento, estamos buscando novos fornecedores”, afirmou a Casa Civil, que não quis informar se já está negociando com outros países ou quais fornecedores tem em vista para suprir a demanda.

Apesar de o fornecedor não ter informado o novo destino da encomenda, desconfia-se que os equipamentos sejam redirecionados agora ao combate da crise de coronavírus nos EUA, que registraram o maior número mundial de mortes em um só dia pela doença nesta quinta-feira.

Fornecedores chineses têm sido acusado de cancelar contratos com países como Brasil, França e Canadá, e favorecer os EUA, que teriam acertado pagamentos muito mais altos, já que não existem regras para esse tipo de situação no comércio internacional.

RONDINELLY MOTA / SOBRAL PORTAL DE NOTÍCIAS

*Com informações do Globo e Folha de S. Paulo

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