Homem dado como morto há 35 anos está vivo e descobre "óbito" porque foi tentar casar


O aposentado João Barbosa Magalhães, 72, está vivendo um impasse na Justiça que parece mais uma história fictícia, daquelas que só acontecem nas telas do cinema. Isso porque, há 35 anos, João foi declarado morto e só descobriu o “óbito” porque foi regularizar a sua situação matrimonial.

A história de João começou ainda na década de 1980, quando deixou o Ceará em busca de novas oportunidades de emprego no Maranhão com a esposa e os filhos. Pouco tempo depois, o relacionamento terminou e João voltou para o Ceará, porém, sem nunca assinar os papéis do divórcio. Após constituir uma nova família, ano passado ele decidiu procurar a Defensoria Pública para regularizar a situação matrimonial: desfazer o primeiro casamento e assinar a união estável com a atual companheira. Neste momento, João descobriu que não teria como se separar e, muito menos casar de novo, já que constava a data da sua morte desde o dia 1º de janeiro de 1985.

Segundo consta no documento do cartório em Fortaleza, quem comunicou o falecimento de João foi a ex-esposa e mais duas testemunhas, na cidade de Pio XII, no Maranhão. Ainda de acordo com o relato da ex-mulher, o corpo estaria enterrado no povoado Centro do Eufrásio.

O defensor público Daniel Leão, supervisor do Núcleo do Idoso e responsável pelo atendimento inicial, deu entrada na ação declaratória de inexistência de fato jurídico com anulação de registro civil de óbito. “Não temos ainda como provar se foi uma fraude ou não, mas o que importa é que João está vivo e precisa buscar os direitos que lhe são garantidos e estão sendo perdidos por conta deste problema”, destaca o defensor público.

Enquanto aguarda uma decisão judicial, João se diz ansioso e preocupado. “E se eu morrer de verdade? Como é que vão fazer comigo ? Dá pra enterrar? Eu só quero resolver isso logo pra não chegar nesse impasse no futuro”, questiona.

O POVO ONLINE

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