Uso do metrô e VLT cresce, mas transportes ainda aguardam integração


Acompanhando as demandas de deslocamento da população, o transporte de passageiros em Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e metrô vem sendo ampliado no Ceará. Em 2019, o número de passageiros transportados pelas cinco linhas da Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos (Metrofor) teve um crescimento de 26% em relação a 2018. Ao todo, foram 16,6 milhões de embarques. Apesar desse avanço, o início da integração tarifária, em Fortaleza, entre o transporte metroferroviário e os demais modais, como ônibus e bicicletas compartilhadas, segue indefinido.

Dentro as linhas (Linha Sul, Oeste e VLT; em Fortaleza, e VLT Cariri e VLT Sobral), o maior crescimento, segundo a Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos (Metrofor), foi no VLT Parangaba-Mucuripe, em Fortaleza, que ainda funciona em operação assistida. A linha teve 2,2 milhões de passageiros em 2019. O aumento é de 281% se comparado com 2018.

ALTERNATIVA
No início do mês, o prefeito Roberto Cláudio, em coletiva, classificou a iniciativa como o "próximo passo" para o transporte urbano na Capital e afirmou que a integração dos transportes geridos pelo Metrofor e a Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor) deve ocorrer até o fim de 2020. Mas, ontem, a assessoria da Prefeitura disse que ainda não há previsão de quando o assunto será discutido.

Segundo o Metrofor, essa integração deverá ser feita por meio da utilização do Bilhete Único Metropolitano que deverá ser "implementado nos próximos meses". Embora questionado, o órgão não apresentou uma data específica. O Metrofor, em nota, informou ainda que com o Bilhete Único Metropolitano o usuário poderá "realizar deslocamentos utilizando metrô e ônibus urbano, obtendo desconto no pagamento do valor total das duas passagens, através de subsídio dado pelo Governo do Ceará".

No caso do VLT, que segue em fase de testes e ajuste, a integração é uma etapa ainda mais distante, pois é preciso primeiro que o modal opere em formato comercial para garantir a conexão.

Segundo o Metrofor, a linha só irá operar nesse formato "após a conclusão das obras, em todo o trecho do VLT, que vai da Estação Parangaba até o Iate, no Mucuripe. Atualmente, os trabalhos que estão sendo realizados compreendem o trecho final". O Metrofor também não apresentou prazo de finalização da etapa de operação assistida.

EXPERIÊNCIA
Para a funcionária pública Adriana Lemos, 40, nenhum outro meio de transporte urbano se compara ao VLT. A maior vantagem, segundo ela, é a velocidade do deslocamento. Ela utiliza o veículo para o percurso casa-trabalho entre Fortaleza e Maracanaú.

A experiência do auxiliar mecânico Júnior Alexandre, 50, com o modal de transporte ainda é curta. O veículo se tornou a primeira opção para se deslocar pela cidade. "Eu ando pouco, mas todas as vezes foram tranquilas, bem rápidas. Não tem do que reclamar", afirma.

DIÁRIO DO NORDESTE

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