Pediatra do HRN alerta para cuidados com as crianças durante o período de baixa umidade do ar


O tempo quente e seco, característico de Sobral nesta época do ano, impacta de forma especial as crianças, que requerem cuidados específicos. Com temperaturas em média de 38º e com uma umidade relativa do ar alcançando o patamar de 22%, o estado é de atenção, segundo informações da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). A baixa umidade do ar acarreta problemas alérgicos respiratórios e doenças de pele que podem atingir as crianças com mais freqüência.

A médica Renata Freitas, coordenadora da neonatologia do Hospital Regional Norte (HRN), do Governo do Ceará, administrado pelo Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar (ISGH) alerta os pais sobre os efeitos da baixa umidade do ar na saúde das crianças. “Nessa época do ano, Sobral fica muito quente e com o ar muito seco e isso traz muitos sintomas, em especial nos extremos de idade: as crianças e os idosos”, ressalta.

É possível minimizar os efeitos da baixa umidade e seus sintomas, principalmente respiratórios como ressecamento das mucosas, sangramentos nasais, irritação ocular e ressecamento da pele. A médica alerta que algumas medidas muito simples podem ser tomadas para aliviar esses efeitos como por exemplo lavar as mucosas das crianças com soro fisiológico, umidificar o ambiente com o uso de umidificadores nos cômodos em que a criança permanece mais tempo, além de algumas medidas caseiras como colocar uma toalha molhada ou um recipiente com água no local.

Além disso, outra dica é evitar sair de casa com as crianças entre 10h e 16h, horários mais quentes, além de usar hidratantes na pele e consumir água à vontade. “São medidas simples que possibilitarão que as crianças tenham mais conforto e ressequem menos as mucosas, diminuindo os sintomas nessa época do ano”, completa.

Baixa umidade

Nas últimas 24h, Sobral alcançou uma umidade relativa do ar de 22%, segundo dados da Funceme. O percentual mais adequado para o ser humano é em torno de 60%. Entre 31% e 40% de umidade temos estado de observação, entre 21% e 30% estado de atenção e o alerta entre 12% e 20%; abaixo de 12% é emergência. “Sobral chegou a 22% de umidade e por isso o estado de atenção. O estado de emergência, alerta, atenção e observação requerem cuidados em se hidratar, evitar se expor à maior incidência dos raios solares”, recomenda o meteorologista da Funceme Raul Fritz.

Fritz ressalta que a umidade é variável ao longo do dia porque depende das condições meteorológicas. No entanto, um estado menos crítico e prejudicial vai sendo alcançado à medida que começarem a aparecer de forma regular as primeiras chuvas.

O meteorologista explica que no no primeiro semestre do ano se concentram as chuvas, dando origem à quadra chuvosa, em especial no período entre fevereiro e maio. “Inclusive nos anos de seca temos a presença de chuvas,  mesmo abaixo da média, e a chuva traz umidade para o solo e para o ar”, ressalta. No segundo semestre, quando cessa o período chuvoso, a tendência é de que o ar também fique mais quente e seco. Além disso, o meteorologista completa que há no interior do Brasil, no Nordeste e no Ceará como um todo a presença de massas de ar secas.

TERESA FERNANDES / ASCOM HRN

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