PDT encerra punição a deputados que contrariaram partido na Previdência


O PDT decidiu nesta 3ª feira (22.out.2019) restabelecer as atividades partidárias de 8 congressistas da sigla. Eles tinham sido suspensos por votar a favor da reforma da Previdência quando a sigla havia fechado questão contra o projeto. Portanto, contra a orientação partidária. A decisão foi tomada em reunião do diretório nacional, em Brasília.

Os pedetistas que votaram contrários ao partido e agora tiveram as punições encerradas são os deputados Alex Santana (BA), Flávio Nogueira (PI), Gil Cutrim (MA), Jesus Sérgio (AC), Marlon Santos (RS), Silvia Cristina (RO), Subtenente Gonzaga (MG) e Tabata Amaral (SP).

Os congressistas da legenda estavam suspensos, o que os impediu de participar das atividades partidárias por 90 dias. A suspensão acabou no último dia 14, como define o próprio programa e estatuto do PDT. O encontro desta 3ª feira só ratificou esse entendimento por parte do Comitê de Ética.

Na prática, o Comitê emitiu 1 parecer favorável por suspender a restrição das atividades partidárias. Já as atividades relativas ao mandato são outro assunto. Estas nunca foram suspensas. São invioláveis, conforme a Constituição define.

Apesar do entendimento do partido, novas punições podem acontecer. Uma nova reunião do diretório nacional está marcada para o dia 25 de novembro, em local ainda a ser definido. Nela, os casos de cada congressista serão analisados individualmente.

O diretório vai avaliar se aplica novas sanções ou não. As sanções podem variar de novas suspensões das atividades partidárias e chegar até a expulsões. Até lá, nada impede que a Justiça tenha alguma definição sobre os deputados que pedem seus mandatos pela via judicial, como a deputada federal Tabata Amaral (SP).

MAURÍCIO FERRO / PODER 360

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