Chapecoense traça planejamento para 2020 com cenário de rebaixamento e permanência

Douglas e Márcio Araújo têm contrato até o final da temporada — Foto: Márcio Cunha/Chapecoense
A probabilidade joga contra – 99% de risco de rebaixamento –, mas a Chapecoense ainda sonha com a permanência na Série A do Campeonato Brasileiro. Por isso, o clube inicia o planejamento da próxima temporada com os dois cenários.

Apesar de João Ricardo ter admitido a iminência do rebaixamento após o empate em casa com o Goiás, o tema ainda é tratado com cautela nos bastidores. A principal esperança é a chance matemática de permanência que, embora pequena, ainda existe. A distância da Chape para o Fluminense, o primeiro time fora do Z-4, é de 12 pontos.

Boa parte do elenco possui contrato até o fim da temporada, a maioria emprestado por outros clubes, como Arthur Gomes, Renato Kayser e Everaldo. Jogadores contratados ainda em temporadas passadas, e titulares atualmente, também estão com o vínculo próximo ao fim: Douglas, Eduardo, Elicarlos, Márcio Araújo e Roberto.

Há, no entanto, uma parcela com vínculo maior, mas que, em caso de rebaixamento, devem ser emprestados por conta dos salários incompatíveis com uma Série B. Por isso, a Chape toma cuidados com o planejamento. Ainda não há conversas de renovação com nenhum atleta.

O foco da diretoria nos próximos meses vai ser no planejamento com uma receita menor em relação à Série A. Em caso de permanência, segundo os gestores, é mais fácil adequar. A intenção é trabalhar dentro da pior hipótese e se preparar para o pior dos cenários.

Enquanto trabalha já de olho em 2020, a Chapecoense mantém a esperança de permanência. Nos 11 jogos restantes, o aproveitamento vai precisar ser próximo de 80% – nove vitórias.

Mesmo em caso de rebaixamento antecipado, o Verdão quer encerrar o ano com o máximo de pontos possíveis. Atualmente, a campanha é a quarta pior do Brasileirão por pontos corridos.

GLOBO ESPORTE/SC

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