Em carta, Kim Jong-Un convida Trump para visita a Pyongyang


O dirigente norte-coreano Kim Jong-Un enviou uma carta no final de agosto para o presidente americano Donald Trump, propondo uma visita a Pyongyang. Parte do conteúdo foi divulgado nesta segunda-feira (16) pelo jornal sul-coreano Joongang Ilbo.

Esta é a segunda vez que o líder norte-coreano escreve para Trump. Na carta, Kim Jong-Un explica que está disposto a reencontrar o presidente americano para discutir a desnuclearização da península. As negociações estão paralisadas desde o fracasso da cúpula de Hanoi, no Vietnã, ocorrida em fevereiro deste ano.

Desde 2018, Trump e Kim Jong-Un já se encontraram três vezes. A última vez foi no dia 30 de junho, na zona desmilitarizada, situada na fronteira entre as duas Coreias, mas a reunião não permitiu nenhum avanço. Os norte-coreanos interromperam os testes nucleares subterrâneos, mas mantêm as operações com os mísseis de curto alcance. O último teste aconteceu na semana passada, poucas horas depois de o líder ter anunciado a intenção de retomar as discussões com os EUA.

Norte-coreanos exigem “garantias de segurança”

A Coreia do Norte exigiu nesta segunda-feira (16) aos Estados Unidos garantias de segurança para retomar as negociações sobre a questão nuclear. De acordo com um representante do Ministério das Relações Exteriores, as discussões sobre a desnuclearização “serão possíveis quando as ameaças e os obstáculos que colocam em risco a segurança do país e seu desenvolvimento deixarem de existir.”

Segundo um representante do governo norte-coreano, citado pela agência oficial KCNA, discussões operacionais são esperadas dentro de algumas semanas, mas agora cabe a Washington criar condições “para que elas sejam uma oportunidade de avançar as negociações” ou “reforçar a hostilidade mútua”. Apesar da tensão crescente, Trump insiste que sua relação com Kim Jong-Un continua “boa”, mas continua aplicando sanções contra o regime.

Novas sanções

No final de agosto, o governo americano anunciou medidas contra duas companhias de navegação, com sede em Taiwan e em Hong Kong, que teriam ajudado a Coreia do Norte a evitar as sanções impostas pela ONU. De acordo com o governo americano, as empresas apoiaram o governo norte-coreano com "transferências ilícitas de navio a navio para contornar as sanções da ONU que restringem a importação de produtos petrolíferos".

"As companhias de navegação que comercializam com a Coreia do Norte estão expostas a um risco significativo de sanções, apesar das práticas enganosas que tentam empregar", disse o vice-secretário do Tesouro americano, Sigal Mandelker. Segundo as autoridades americanas, este navio fez, em 2018, pelo menos duas transferências para embarcações com bandeira da Coreia do Norte.

RFI

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