Pesquisa: 78% rejeitam autorização para pessoas portarem armas nas ruas


A agenda do presidente Jair Bolsonaro deve enfrentar alguma resistência da população nos próximos meses. Propostas como a flexibilização da posse e do porte de armas são amplamente rejeitadas pelos brasileiros, segundo levantamento feito pelo Instituto FSB Pesquisa sob encomenda de VEJA.

A liberação do porte, para pessoas andarem armadas na rua, é rejeitada por 78% dos entrevistados. Já a posse, para que os brasileiros tenham armamentos em casa, é malvista por 56%.

Outras áreas também enfrentam resistência. Na economia, embora o governo faça um esforço pela desestatização, a população não demonstra entusiasmo com o tema. Na pesquisa, a maior parte dos entrevistados é contrária à venda de ícones do estatismo brasileiro, como a Petrobras e o Banco do Brasil. Já a volta da CPMF é descartada por 48% da população.

As diferentes facetas do governo Bolsonaro aparecem na pesquisa exclusiva que VEJA publica sobre a avaliação da gestão, dos principais pontos de sua agenda e do desempenho do presidente.

Há um Jair Bolsonaro apoiado pela maioria, que ostenta índices positivos de avaliação, a ponto de se colocar em condições de sonhar com um segundo mandato, e consegue alimentar no eleitor uma expectativa de desfecho positivo para sua administração, a despeito de problemas graves que persistem no país, como o desemprego. Mas uma parte de Bolsonaro é reprovada com força pelos brasileiros — até entre os que o apoiam. Curiosamente, é a porção polêmica da personalidade do capitão, a mesma que o ajudou a chegar ao poder como o único capaz de “peitar” o PT e o establishment político. Funcionou na campanha, mas não faz o mesmo sucesso agora.

Edoardo Ghirotto / VEJA.COM

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