Família de sobralense morta em Goiás alega que suspeito faz ameaças pelas redes sociais


Familiares da professora cearense Aíla Pinto Cardoso, morta a facadas em Goiás, alegam que o suspeito do crime, foragido desde o dia do homicídio, está tentando manter contato e fazendo ameaças por meio das redes sociais. Na noite desta quinta-feira (18), o homem, que é ex-namorado da vítima, chegou a trocar mensagens com um membro da família da jovem. O corpo de Aíla chegou por volta das 5h30 e está sendo velado na manhã desta sexta-feira (19) no distrito de Aracatiaçu, em Sobral.

Durante uma conversa com um parente da professora, que terá a identidade preservada, o suspeito, identificado como Rafael Andrade, convida o familiar para se encontrar com ele e informa que virá para o Ceará. “Bora marcar para a gente se encontrar. Tô chegando aí no Ceará amanhã de manhã cedo. Tu pensa que eu tenho medo. Tô aí pro que der e vier”.

No diálogo, o suspeito chega a zombar quando o parente da jovem afirma que irá vingar as famílias que Rafael fez chorar. “kkk...Tu tá de brincadeira, né? A gente vai se vê, só não sei se você vai ter coragem”. O homem já tem passagem pela polícia por feminicídio, devido à morte de uma ex-companheira, e chegou a ficar sete anos preso.



Além das mensagens, a página do Facebook de Rafael continua sendo atualizada com fotos e mensagens sobre o crime. Em uma imagem na qual aparece segurando um copo com bebida alcoólica, o suspeito tenta justificar a atitude.

“É, eu tento me confortar de alguma forma, sei que estou errado, mas essa é a única maneira de fazer as coisas dentro de mim se calmarem”.



Os familiares de Aíla pedem justiça para o caso. “Ele continua foragido e está usando as redes sociais até hoje, postando todos os dias atrocidades para a nossa família. Estamos aqui inseguros e a única coisa que queremos é justiça”.



Em um post localizado pela Polícia Civil nas redes sociais, um perfil que seria do suspeito postou uma foto da vítima e fez comentários assumindo o crime. O print já está sendo utilizado na investigação, segundo o delegado Wlisses Valentim.

"Finada Aíla que Deus a tenha em um bom lugar, amém. Você sabe quem a matou? Eu mesmo numa discussão", escreveu.

G1/CE

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