Deltan e outros procuradores apoiavam publicar material obtido por vias ilegais antes de serem alvos

Coordenador da força-tarefa da Lava-Jato, Deltan Dallagnol e outros procuradores da República defenderam, em grupo no aplicativo Telegram, o direito da imprensa publicar materiais obtidos por vias ilegais. As conversas fazem parte de novas informações divulgadas pelo site The Intercept Brasil (TIB). De acordo com o TIB, em novembro de 2015, em um chat chamado PF-MPF Lava Jato 2, Deltan alertou aos colegas que investigar jornalistas, responsáveis por publicação de material vazado, seria "praticamente impossível". Segundo ele, "jornalista que vaza não comete crime".

As novas conversas, reveladas pelo The Intercept, expõe a postura de Deltan durante a redação de manifesto sobre liberdade de expressão. Quando, em maio de 2018, o coordenador da força-tarefa Lava-Jato e outros agente redigiram o texto em defesa da liberdade de expressão, para proteger um dos procuradores, à época ameaçado de punição por criticas à Justiça Eleitoral.

Para tanto, os procuradores criaram um grupo de conversa no Telegram chamado Liberdade de expressão CF. Um dos pontos é ressaltado pelo coordenador da força-tarefa.

17:15:22 Deltan: “Autoridades Públicas estão sujeitas a críticas e tem uma esfera de privacidade menor do que o cidadão que não é pessoa pública.”

Em maio de 2016, no twitter, o procurador compartilhou vídeo em defesa do então juiz Sérgio Moro, atual ministro da Justiça e Segurança Pública, após vazamento de áudios envolvendo o ex-presidente Lula.

O Povo

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