Atirador que matou 4 pessoas na Austrália usava tornozeleira eletrônica


O governo do norte da Austrália revisará a situação de todas as pessoas que cumprem liberdade condicional na região depois que um homem que usava tornozeleira eletrônica roubou uma espingarda e matou quatro pessoas em Darwin, no litoral norte do país.

O crime aconteceu na noite de terça-feira 4. O atirador invadiu um motel na região do centro da cidade, disparou contra um porteiro e depois contra outras pessoas nos quartos antes de fugir em uma caminhonete.

O homem continuou a disparar contra outras pessoas em estabelecimentos e ruas próximas ao hotel, deixando quatro homens mortos e uma mulher ferida. Ele foi preso pela polícia menos de uma hora após o ataque e seu carro confiscado.

Michael Gunner, ministro-chefe do Território do Norte da Austrália, confirmou nesta quarta-feira, 5, que o atirador já era conhecido pela polícia e estava em liberdade condicional por casos de agressão no passado.

Sua identidade ainda não foi revelada publicamente, mas as primeiras informações dão conta de que ele tem 45 anos e é branco.

O homem usava uma tornozeleira eletrônica desde janeiro, quando foi libertado da prisão. Segundo a polícia, não foi possível rastrear os movimentos do atirador durante o ataque.

As autoridades, contudo, afirmaram que todas as informações gravadas no dispositivo serão analisadas para auxiliar nas investigações.

Segundo Gunner, que administra a região que abrange cidades nas regiões norte e centro-norte do país, a situação de todas as pessoas que cumprem liberdade condicional na área será revista depois do incidente.

De acordo com a imprensa, 103 pessoas cumprem liberdade condicional na região atualmente.

O ataque
Segundo testemunhas, o atirador invadiu motel Palms procurando e gritando o nome Alex. As autoridades acreditam que ele tinha um alvo específico.

Até agora, contudo, os investigadores ainda não sabem os motivos exatos que levaram o homem a disparar contra as pessoas no local e nas ruas ao redor. No entanto, o governo já confirmou não acreditar que se trata de um caso relacionando a terrorismo.

O chefe da polícia local, Reece Kershaw, afirmou que ainda tenta determinar se as vítimas eram ou não conhecidas do agressor.

Posse de armas
Segundo as autoridades locais, a arma usada no ataque era uma escopeta, uma espingarda normalmente utilizada para caça. O armamento foi proibido na Austrália em 1997, após a aprovação de uma restritiva lei sobre posse de arma.

Depois de um ataque com arma em Port Arthur, Tasmânia, em 1996, o país passou a discutir a legislação. Desde então, tiroteios em massa são raros e a nação possui uma dos códigos mais restritivos do mundo.

A lei exige a apresentação de uma licença antes da compra da arma. A autorização só é concedida aqueles que possuem “razão genuína” (que não inclui autodefesa) para portarem os armamentos e é proibida para criminosos condenados e portadores de transtornos mentais.

Os modelos de armas também foram divididos em diferentes categorias, com diferentes níveis de controle para cada uma delas. Muitos tipos são totalmente proibidos.

O ataque desta terça foi o mais mortal envolvendo arma de fogo na Austrália desde setembro de 2018, quando sete pessoas foram mortas em uma área rural no estado da Austrália Ocidental.

VEJA.COM

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