Democratas fracassam na tentativa de invalidar veto de Trump na Câmara


Os democratas da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos fracassaram nesta terça-feira, 26, em mais uma de suas tentativas de anular a declaração de emergência decretada pelo presidente Donald Trump para financiar o muro na fronteira com o México.

O objetivo do Partido Democrata era revogar o veto emitido por Trump há duas semanas contra uma outra resolução aprovada no Senado, que por sua vez derrubava a declaração de emergência decretada pelo republicano para financiar a barreira fronteiriça.

A votação precisava superar os dois terços da Câmara, que conta com maioria democrata, para iniciar o processo por meio do qual o Congresso poderia paralisar o veto imposto pelo presidente.

No entanto, 248 representantes votaram a favor de suspender o veto de Trump, abaixo dos 290 necessários para que a proposta prosperasse.

Entre os que votaram a favor estão catroze deputados republicanos. Ainda assim, o montante não foi suficiente para dar sinal verde a um mecanismo que posteriormente ainda teria que passar pelo Senado.

No Senado, onde também tinha que alcançar dois terços dos votos, o percurso se presumia ainda mais complexo, uma vez que a Casa conta com maioria republicana.

A presidente da Câmara, Nancy Pelosi, e o promotor da iniciativa, Joaquín Castro, lembraram em uma declaração conjunta após a votação que deputados e senadores “rejeitaram categoricamente a declaração de emergência falsa do presidente”.

A medida “viola claramente o poder exclusivo do Congresso, que trabalhará através de processos de autorização e defesa para pôr fim a esta ação perigosa e restaurar nosso sistema constitucional de equilíbrio de poderes”, sentenciaram ambos representantes.

Pelosi e Castro assinalaram que, “em seis meses, o Congresso terá outra oportunidade de pôr fim às irregularidades do presidente”.

Trump emitiu no último dia 15 de março o primeiro veto da sua Presidência para derrubar a resolução aprovada pelo Congresso contra a emergência nacional declarada por ele mesmo em fevereiro para financiar a construção do muro na fronteira com o México.

Diante da incapacidade de convencer o Congresso para que aprovasse os fundos que desejava para o projeto do muro, Trump decretou no dia 15 de fevereiro uma declaração de emergência nacional, uma medida extraordinária que permite aos presidentes ter acesso temporário a um poder especial para enfrentar uma crise.

Pouco depois, a oposição democrata apresentou uma resolução ao Congresso para revogar a emergência nacional, que foi aprovada em fevereiro pela Câmara dos Representantes, de maioria progressista, com 245 a favor e 182 contra.

A proposta recebeu também o sinal verde do Senado, já que doze senadores republicanos apoiaram a moção.(Com EFE)

VEJA.COM

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