Com chegada de Wellington Paulista, Ceni encontra base titular do Leão


Depois de muitas mudanças, com testes e experimentos, o técnico Rogério Ceni parece ter encontrado uma base de time titular no Fortaleza. O Clássico-Rei do último domingo, contra o Ceará, foi o 11º jogo do Tricolor no ano e nele o comandante do Leão mandou a campo a escalação mais próxima do que julga ideal para este momento.

Taticamente, Rogério já deu indícios que manterá o padrão do ano passado, utilizando como modelo de jogo principal o 4-3-3, com dois volantes, um meia, dois atacantes de velocidade pelos lados do campo e um jogador de referência.

No clássico, o Fortaleza começou com Marcelo Boeck; Tinga, Quintero, Roger Carvalho e Carlinhos; Felipe, Paulo Roberto e Dodô; Edinho, Osvaldo e Júnior Santos. No decorrer do jogo, Derley, Wellington Paulista e Marcinho entraram nas vagas de Tinga, Dodô e Osvaldo, respectivamente.

A base é a mesma que vem sendo mantida nos últimos jogos, o que, segundo Ceni, já indica que a definição do time titular está próxima.

"Pelo número de participações de cada jogador se começa a ter noção de quem é que tem a provável titularidade. Depende também da parte física, do tipo de jogo... mas, por exemplo, o Felipe é o primeiro volante nosso titular. O Paulo (Roberto) parece ser o companheiro dele na maioria dos jogos... e tem também jogadores que estão chegando e eu tenho que avaliar", disse o técnico em entrevista coletiva após o empate em 0 a 0 com o Ceará, no último domingo.

Os jogadores que ainda devem ser avaliados, em especial, são o zagueiro Nathan Ribeiro, o volante/lateral-direito Araruna e o atacante Wellington Paulista, os últimos três contratados do Tricolor. Destes, apenas o centroavante estreou, mas teve pouco tempo de treinamento. A avaliação sobre estes atletas só poderá ocorrer quando estiverem com um melhor condicionamento, garante Ceni.

"Às vezes você tem uma impressão e pode chegar um cara que esteja melhor. Temos que ver todos num nível melhor físico. É injusto comparar o Felipe e o Paulo Roberto com o Araruna e o Wellington, que chegaram agora".

Mesmo assim, o técnico tricolor não esconde que o ex-atacante da Chapecoense chega com status de titular.

"O Wellington veio pra ser um 'camisa 9', pra ser o homem gol do nosso time, e eu quero tentar ao máximo que ele esteja em campo pra jogar. Ou ao lado do Júnior (Santos), ou ao lado do Éderson, ou com Dodô de camisa 10, ou com velocistas caindo pelos lados... é um cara que eu preciso dentro da área. É um jogador que, na minha visão, tenho como homem de referência pra substituir o Gustavo do ano passado".

ANDRE ALMEIDA / O POVO ONLINE | Foto: Mateus Dantas

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