Bebês prematuros ganham fantasias de carnaval no Hospital Regional Norte, em Sobral


Em clima de carnaval, os bebês do serviço de neonatologia do Hospital Regional Norte (HRN), em Sobral, do Governo do Ceará, administrado pelo Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar (ISGH), ganharam fantasias temáticas durante os dias do feriado. A maioria dos bebês foram vestidos de super-heróis em uma ação de humanização que ressalta a força e resistência dos pequenos. As mamães também entraram na folia e usaram máscaras de carnaval.

“Os prematuros são super-heróis porque apesar de tão frágeis, são muito resistentes e lutam para sobreviver”, ressalta a coordenadora da neonatologia do HRN, a enfermeira Maria Cristiane Soares de Lemos.

No Hospital Regional Norte, a atuação é para contemplar o binômio mãe/filho. Os bebês prematuros, que nascem com idade gestacional abaixo de 37 semanas, recebem cuidados da equipe multiprofissional composta por médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas, fonoaudiólogos. Há ainda psicólogos que dão apoio às mães.

Em cinco anos do serviço, mais de seis mil bebês foram atendidos na neonatologia do HRN, que contempla a unidade de terapia intensiva neonatal (UTIN), a unidade de cuidado intermediário convencional (UCINCo) e a unidade de cuidado intermediário neonatal canguru (UCINCa). São 44 leitos, dos quais 10 na UTI neonatal, 25 na UCI neonatal e nove na canguru. São atendidos pacientes de 55 municípios da região Norte do Estado do Ceará.

Humanização e cuidado

Os bebês recebem os cuidados de saúde necessários, além de ações de humanização, como o Método Canguru que promove a aproximação entre família e bebê através do contato pele a pele, estimula o desenvolvimento e ajuda na recuperação de bebês de baixo peso e prematuros.


Há ainda a musicoterapia, que proporciona o relaxamento do bebê prematuro, melhora a saturação do oxigênio, a regulação da frequência cardíaca, o sono, a sucção não-nutritiva e o ganho de peso. A redeterapia, técnica na qual os bebês mais estáveis são colocados em redes produzidas para o tamanho deles, dentro da incubadora, ajuda a criança a adquirir uma posição mais confortável, semelhante a que estava no útero materno.

A incubadora é aquecida e umidificada, com pouca luminosidade e quase sem ruídos para simular o ambiente do útero materno e promover o crescimento e desenvolvimento do recém-nascido prematuro. Os bebês também contam com suporte respiratório e nutricional. “Eles precisam de um aporte nutricional porque têm baixo peso e demandam muita energia para se formar”, explica Cristiane.

Ascom Hospital Regional Norte (HRN)

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