Após o ministro da Economia, Paulo Guedes, reclamar do “fogo amigo” no Congresso, a bancada do PSL decidiu nesta quinta-feira, 28, “enquadrar” o seu líder na Câmara, deputado Delegado Waldir (GO). O movimento foi capitaneado pela ala militar do partido, que externou sua insatisfação com citações recentes do líder contra a reforma da Previdência. “O partido tem divergências, tem suas divisões. Nem Cristo agradou a todo mundo, não será o Delegado Waldir que vai agradar”, afirmou o deputado, após reunião da bancada em um espaço de eventos em Brasília. Na ocasião, os parlamentares anunciaram que fecharam questão em relação à proposta da reforma da Previdência. De acordo com parlamentares presentes na reunião, ficou definida uma espécie de manual que Waldir terá de seguir para continuar no cargo. Foi acertado que, como líder, qualquer crítica que fizer a questões do governo, terá de ser pontual e com consulta prévia à bancada. Waldir terá também de assumir um papel mais institucional de defesa e orientação dos deputados do PSL. O deputado de Goiás chegou ao cargo de líder após o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho mais novo do presidente, ter desistido de assumir a função para evitar conflito de interesses da bancada. Eduardo era vice-líder no mandato passado e, na transição, passou a ser um dos principais interlocutores da equipe de Jair Bolsonaro no Congresso. Com apoio do presidente da legenda, Luciano Bivar (PSL-PE), o delegado foi eleito para a função. Desde que assumiu, porém, tem entrado em rota de colisão com o governo por suas declarações. Aos presentes na reunião, Bivar garantiu a manutenção de Waldir na liderança. Contudo, um grupo de deputados defende a adoção de um rodízio na liderança ainda este ano. Joice. O líder do partido na Câmara não é o único a ser contestado. Conforme mostrou o Estado, a líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann (PSL-SP), também passou a ser alvo de críticas internas após discutir com deputados favoráveis à reforma da Previdência pelo Twitter. ESTADÃO


O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) ingressou com uma ação civil pública na Justiça estadual para tentar anular a decisão da Assembleia Legislativa fluminense (Alerj) de empossar cinco deputados estaduais eleitos em outubro de 2018, mas que estão presos desde novembro pela Operação Furna da Onça, um desdobramento da Lava Jato no Rio.

Em nota, o MP-RJ afirmou que a decisão do presidente da Alerj, deputado André Ceciliano (PT), de permitir que o livro de posse fosse retirado da Casa e levado aos locais onde os eleitos estão presos “está em desconformidade com o regime interno da própria Assembleia e em descompasso com os princípios da administração pública, em especial a legalidade e a impessoalidade”.

Na última quinta-feira, Ceciliano alegou que determinava a posse dos parlamentares atendendo ao Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), que teria, disse a Alerj, cobrado o estabelecimento do quórum de 70 deputados estaduais empossados.

No mesmo dia, o TRF2 divulgou nota negando a versão. Segundo o Tribunal, a corte “em momento algum, autorizou ou determinou que a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) desse posse aos deputados presos durante a Operação Furna da Onça, considerando que se trata de medida derivada de deliberação interna corporis, de iniciativa exclusiva do Poder Legislativo estadual”.

A decisão de Ceciliano afetou os casos dos deputados André Corrêa (DEM), Chiquinho da Mangueira (PSC), Luiz Martins (PDT), Marcus Abrahão (Avante) e Marcus Vinícius Neskau (PTB). Todos são suspeitos de receber uma espécie de “mensalinho”, uma propina mensal condicionada ao apoio ao governo estadual na Alerj. Dos cinco, Chiquinho conseguiu um habeas corpus para obter prisão domiciliar, com monitoramento eletrônico.

Com os parlamentares presos — e impedidos de comparecer diariamente para exercerem o mandato —, a Alerj iniciou a convocação dos suplentes para assumir os cargos provisoriamente.

Há ainda um sexto caso de parlamentar que não assumiu mandato: Anderson Alexandre (SD). Investigado por suspeitos de desvios no período em que foi prefeito de Silva Jardim (RJ), Alexandre conseguiu a liberdade em uma decisão que o proibiu expressamente de assumir o cargo de deputado estadual.

VEJA.COM

Nenhum comentário

Tecnologia do Blogger.