Número de assassinatos no Ceará cai 60% em janeiro


Desde maio de 2011 o Estado não registrava um mês com tão poucos assassinatos como janeiro de 2019. Foram 192 Crimes Violentos Letais e Intencionais (CVLIs), que incluem homicídios, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte. É um número 60% menor que o registrado no mesmo mês do ano passado, quando 482 mortes violentas foram registrados. A média de 6,19 assassinatos por dia registrada em janeiro é a menor desde agosto de 2011.

Os dados foram divulgados na tarde de ontem pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS). O resultado, conforme a pasta, foi ainda melhor em Fortaleza, onde a queda foi de 68,9% — saiu de 164 mortes em janeiro de 2018 para 51 em janeiro deste ano. Os municípios do Interior Norte registraram queda de 52,9% na comparação (de 87 para 41) e no Interior Sul, 39,2% (de 79 para 48). A SSPDS ainda destacou que não houve nenhum CVLI dentro de unidades prisionais do Estado em janeiro. O mês foi marcado por série de ataques a equipamentos públicos e privados.

Por meio do Instagram, o titular da SSPDS, André Costa, creditou o feito ao trabalho das forças de segurança. Ele ainda criticou o que de chamou de "falsos especialistas", defensores da tese de que a redução no número foi fruto de acordo entre facções criminosas para focar na execução da série de ataques registrada a partir de 2 de janeiro. "Não precisa ser especialista para responder à seguinte pergunta: você faria acordo com quem matou sua esposa, seu pai, sua irmã ou seu filho? A resposta é óbvia demais", escreveu o secretário. Para André Costa, esses posicionamentos são "no mínimo, inocentes ou irresponsáveis".

"Com a integração das forças, aliada à expertise dos profissionais de segurança cearense, foi possível chegar à neutralização de diversos crimes ocorridos em todo o Estado", afirmou a SSPDS, em nota, citando o reforço de policiais militares de outros estados e de forças federais. A pasta citou como exemplo desse trabalho a captura de 466 suspeitos de envolvimento nos atentados.

LUCAS BARBOSA / O POVO ONLINE

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