Ex-policiais que integravam grupo de extermínio são condenados a 15 anos de prisão


Dois ex-policiais que faziam parte de um grupo de extermínio foram condenados a 15 anos de prisão pela morte de Rogério Candeias da Silva. O homicídio aconteceu no dia 21 de setembro de 2007, na Avenida Raul Barbosa, no bairro Aerolândia. Daimler da Silva Santiago e Glaydston Gama Lopes começaram a ser julgados na tarde da última quarta-feira (6) e a sentença saiu na quinta-feira (7).

De acordo com as investigações, os dois faziam parte de um grupo de extermínio, formado por oito policiais militares e um civil.

Os ex-agentes irão responder por homicídio e tentativa de homicídio contra Rogério Candeias da Silva e Roger Alves da Silva, respectivamente. Durante as investigações, foi concluído que Daimler da Silva Santiago premeditou o crime. Ele atirou várias vezes contra a vítima, que estava algemada no porta-malas de um carro.

Segundo o Ministério Público, o comportamento do então policial, evidencia "acentuado grau de reprovabilidade na conduta do agente a ser valorado negativamente a culpabilidade e as circunstâncias".

O caso

Rogério Candeia da Silva e o primo Roger Alves foram presos por policiais militares pela manhã. Ele e o parente foram apontados pela Polícia como suspeitos de roubar as armas de dois policiais militares, dias antes, na Avenida Raul Barbosa.

Segundo Roger, no dia da prisão, policiais do Serviço Reservado o levaram para um matagal, onde foi torturado e forçado a escolher onde levar um tiro. A opção foi o pé direito. Após a tortura, o tecelão foi levado para o Frotinha de Messejana.

Em frente ao hospital, a viatura foi surpreendida por um grupo de homens encapuzados, que disparou contra o veículo. Rogério morreu no local.

DIÁRIO DO NORDESTE

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