Inventor da Internet propõe uma forma de salvá-la antes que seja tarde demais


Conhecido por ter inventado a internet em 1989, Tim Berners-Lee está agora em uma cruzada para salvar sua maior criação dos perigos que a cercam nos tempos atuais.

Durante uma palestra realizada nesta segunda-feira (5) na conferência Web Summit, em Lisboa, Berners-Lee propôs aos presentes um novo “Contrato pela Internet” para que ela deixe de ser uma ferramenta para manipulação política, propagação de discursos de ódio e centralização de poder por algumas poucas gigantes tecnológicas.

Segundo Berners-Lee, a internet está num ponto crucial em que, se nada for feito, corre o risco de ser “quebrada” para sempre. E é por isso que ele defende esse novo Contrato, no qual governos, grandes corporações e usuários que o assinarem deverão se prontificar a ajudar a mudar esse panorama negativo que a internet tem adquirido nos últimos anos.

Para o autor, todos as partes terão papel fundamental nessa mudança: governos deverão sancionar leis que garantam a neutralidade da internet, enquanto as grandes companhias de tecnologia se preocuparão em não só garantir a segurança dos dados dos usuários como garantir que eles possam controlar o que é feito com eles. Já ao usuários caberá, de forma individual, garantir que a linguagem utilizada na internet respeite toda a diversidade humana, para que a rede possa ser uma plataforma segura e acolhedora a todos.

Os termos finais do contrato ainda não foram definidos, mas a ideia já conta com o apoio de mais de 50 organizações, incluindo o governo da França, e empresas como Google e Facebook. Berners-Lee espera finalizar seus termos completamente em maio de 2019 — data que, segundo as estimativas, será a primeira vez em que mais de metade de toda a população mundial estará conectada à internet.

Aqueles que quiserem participar das discussões ou dar o seu apoio para a iniciativa, poderá fazê-lo através da hashtag #ForTheWeb.

Reuters

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