Michel Temer cria Força-Tarefa de Inteligência contra o crime organizado

O combate ao crime organizado no Brasil será reforçado com a Força-Tarefa de Inteligência. Na última segunda-feira, 15, o presidente Michel Temer (MDB) autorizou a criação da instituição. A determinação foi publicada no dia seguinte no Diário Oficial da União.

A intenção é “analisar e compartilhar dados e produzir relatórios de inteligência com vistas a subsidiar a elaboração de políticas públicas e ação governamental no enfrentamento a organizações criminosas”. 

O documento ainda detalha como será a estrutura da instituição, composta por representante, titular e suplente de 11 órgãos: 

- Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, que o coordenará;
- Agência Brasileira de Inteligência;
- Centro de Inteligência da Marinha do Comando da Marinha do Ministério da Defesa;
- Centro de Inteligência do Exército do Comando do Exército do Ministério da Defesa;
- Centro de Inteligência da Aeronáutica do Comando da Aeronáutica do Ministério da Defesa;
- Conselho de Controle de Atividades Financeiras do Ministério da Fazenda;
- Secretaria da Receita Federal do Brasil do Ministério da Fazenda;
- Departamento de Polícia Federal do Ministério da Segurança Pública;
- Departamento de Polícia Rodoviária Federal do Ministério da Segurança Pública;
- Departamento Penitenciário Nacional do Ministério da Segurança Pública; e
- Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Segurança Pública.

Os representantes serão indicados pelos titulares de cada órgão até o dia 26 de outubro. A Força-Tarefa de Inteligência poderá ainda convidar representantes de outras entidades da administração pública federal, caso as participações sejam consideradas indispensáveis. 

As reuniões dos integrantes da instituição serão realizadas semanalmente. “Ou em caráter extraordinário, por convocação do coordenador, sempre que necessário”. “A participação na Força-Tarefa será considerada prestação de serviço público relevante, não remunerada”, conclui a decisão. 

O Povo

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