Campanha de Alckmin recebeu oferta de pacotes de disparos no WhatsApp, diz jornal

Por uma quantia de R$ 8,7 milhões, a empresa Croc Services teria formalizado proposta à campanha de Geraldo Alckmin (PSDB) à Presidência, para disparos de mensagens via aplicativo de WhatsApp. A denúncia é de reportagem da Folha de S. Paulo. Em texto publicado neste sábado, 20, o jornal mostra documentos e troca de e-mails que comprovam a oferta. A prática é ilegal.

Segundo a Folha, a oferta da empresa à campanha do tucano foi feita em 30 de julho e o pagamento deveria ser efetuado em até três dias antes da ação.

Marcelo Vitoriano, coordenador da área digital da campanha presidencial de Alckmin, disse à Folha que o serviço não foi adquirido, mas apenas uma lista de telefones de militantes, membros e apoiadores do PSDB. Para isso, foi desembolsado R$ 495 mil pelos disparos, custando R$ 0,09 cada.

Pedro Freitas, sócio-diretor da Croc, disse à reportagem da Folha não saber que a prática era ilegal. Ele afirmou que os serviços foram prestados a Romeu Zema (Novo), candidato ao Governo de Minas Gerais, por uma quantia de R$ 365 mil, e de Alckmin, com base de dados repassados pelas siglas.

Na quinta-feira, 18, a Folha publicou uma reportagem informando que empresas compravam pacotes de compartilhamento em massa de mensagens no WhatsApp contra a candidatura de Fernando Haddad (PT). A prática é crime, por configurar uso de dinheiro de empresas em campanha, o que é proibido.

O ministro Jorge Mussi, corregedor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), aceitou denúncia do PT e abriu uma ação para investigar suposta compra de pacotes de disparos de mensagens no WhatsApp com conteúdos anti-PT, realizadas por empresários que apoiam a candidatura de Bolsonaro.

Neste sábado, após pedido da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, a Polícia Federal abriu inquérito para investigar a disseminação de mensagens pelo WhatsApp referentes aos candidatos à Presidência da República.

O Povo

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