Crônica de quinta: Amor próprio

A gente tem uma mania de falar que precisamos nos aceitar, nos amar como a gente é, mas "Como?". Falar sobre o empoderamento feminino e não falar sobre aceitação do seu corpo é até contraditório. 
Vivemos em um padrão de beleza que é cruel. Tá todo mundo* mal e ninguém fala ou quer ouvir sobre isso. Garotas (os) que não querem nem se olhar no espelho, familiares que falam sobre você não se encaixar no "padrão beleza" [afinal o que é beleza mesmo?]. 
Sabemos que algo não está certo, no entanto reforçamos nossa capacidade de aceitar nosso corpo/formas à outra pessoa. "Fulano de tal tem que achar atraente, bonito", pensamos. Terceirizamos nosso amor próprio e caímos em uma armadilha. 
Não cabe aqui discursos "ah você é linda, para com isso!", isso todo mundo fala. E eu não vou pedir pra você parar. Não assim. Não sem encontrar saídas junto com voce. Mas eu quero te falar é: ligue o foda-se. Nosso amor próprio não surge apenas quando o moço lá te decepciona e você dá a volta por cima. Mas quando a gente percebe que somos  muito bons em algo, por exemplo. É disso que quero dizer: quando tudo isso surgir, olha para o que você faz de melhor e SEJA essa pessoa foda, maravilhosa que você é! Às vezes nossa aceitação não vem porque estamos sendo cruéis demais com os outros. Passe a olhar para o outro de forma gentil, esse exercício fará você se olhar com carinho pra si mesma. E fique nua na frente do espelho. Quando não tiver ninguém em casa, aproveite esse tempo e passeie pela casa. Aceitação é sobre ser livre. Seja livre! Voe! Universo é todo teu moça (o).

Texto: Gisélia Silveira 

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