'Parem de lavar privadas no exterior e voltem para casa', diz Maduro a venezuelanos

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, clamou pela volta dos cidadãos ao país durante cerimônia em Caracas- HANDOUT / REUTERS

CARACAS - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pediu nesta terça-feira aos venezuelanos que deixaram o país devido à grave crise econômica para que retornem à terra natal e "parem de lavar banheiros" em outros países.

— Eu digo aos venezuelanos (...) que querem voltar da escravidão econômica: parem de lavar privadas de banheiros no exterior e venham morar em sua pátria — disse Maduro, em um ato transmitido por televisão e rádio no qual assinou contratos de petróleo.

O presidente afirmou que os venezuelanos que emigraram para o Peru foram movidos por "cantos de sereia" e lá encontraram "racismo, desprezo, perseguição econômica e escravidão".

Por isso, disse ele, seu governo enviou um avião a Lima para que 97 venezuelanos voltassem a seu país nesta segunda-feira.

— Não é possível que alguns dos venezuelanos que foram lavar privadas no exterior tenham ido como escravos econômicos porque ouviram que é preciso deixar o país — acrescentou o presidente.

Fugindo da crise econômica, com uma hiperinflação que poderia ultrapassar a marca de um milhão neste ano, de acordo com o FMI, milhares de venezuelanos emigraram nas últimas semanas para a Colômbia, Equador, Peru, Brasil e Chile, o que gerou tensões.

O presidente do Brasil, Michel Temer, ordenou nesta terça-feira a mobilização do exército para proteger a fronteira com a Venezuela e assegurou que buscará apoio internacional para enfrentar a crise venezuelana que, segundo ele, "ameaça a harmonia" da América do Sul.

Cerca de 2,3 milhões de cidadãos da Venezuela — de uma população de 30,6 milhões — vivem no exterior. Destes, 1,6 milhão emigraram desde 2015, segundo a Organização das Nações Unidas.

Fonte: O Globo / AFP

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