Na volta às atividades da Assembleia, oposição usa a segurança para atacar Camilo

Foto: ALCE
Em sessão interrompida por foco de incêndio, a Assembleia Legislativa voltou às atividades nesta quarta-feira, 1º de agosto, após recesso de julho. A manhã foi marcada por críticas ao governador Camilo Santana (PT), principalmente pela postura diante da crise de segurança no Estado.

Para Ely Aguiar, líder do PSDC na Casa, o Ceará hoje "é capitania hereditária do crime organizado". Ele se referiu aos ataques a ônibus e prédios públicos e privados, na Grande Fortaleza, desde a última sexta-feira, 27. Antes dele, Fernando Hugo (PP) falou de previdência.

"Ônibus queimados, pessoas apavoradas e granadas lançadas contra as delegacias. Não me admiraria se o Palácio da Abolição e esta Casa fossem atacados. O Governo perdeu as rédeas. E aí, como é que fica a situação da família cearense?", discursou Ely.

Ely também direcionou ataques específicos ao secretário da Segurança Pública e Defesa Social, André Costa. “Temos um secretário de Segurança Pública que diz que essa cidade não está sitiada. Certamente, está dirigindo a secretaria em outro planeta”.

"Bruxo"

Roberto Mesquita (Pros) continuou as críticas, continuamente chamando Camilo de bruxo e alquimista por "transformar medo em voto".

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"O mentor da quebradeira, criador da indústria do 'vende-se e aluga-se'. Todos estão apavorados e o Estado emparedado, mas o governador é bem avaliado", completou Roberto.

Criticou ainda o aumento na carga tributária e as manobras políticas do petista. "Governador, o senhor vendeu a cabeça do Pimentel, trai gente, esculhamba gente, acaba TCM. O senhor é um Sílvio Santos, faz tudo por dinheiro".

"É quase uma chacina por mês, criança morrendo em fossa de escola. O senhor deve ser bruxo, transformando sangue em voto. Mas a propaganda é quase nazista, dizendo que das 100 melhores escolas do País, 77 são cearenses, mas não tem um filho de secretário, filho de deputado estudando nelas".

"Tenho medo de vocês saírem voando numa vassoura, porque só pode ser bruxaria", disse Roberto à bancada do governo na AL.

Comparações

Por fim, Heitor Férrer (SD) disse estar o Ceará se "riodejaneirizando", querendo dizer que o Estado tem níveis de insegurança como o Rio de Janeiro.

"É um governo frouxo, com segurança falida. Com tragédia, pobreza, doença, insegurança, a felicidade da população só cai. De que adianta o PIB subir? O Estado do Ceará é uma vergonha", finalizou.

Não houve discurso em favor de Camilo na sessão desta quarta, que foi suspensa após princípio de incêndio, interrompendo a fala do deputado Anderson Palácio (PPS). "Um dos refletores do Plenário 13 de Maio entrou em curto-circuito", conforme informou a Casa.

O deputado Evandro Leitão (PDT), que presidia a Mesa, suspendeu a sessão. Minutos depois foi anunciado que os trabalhos não seriam retomados nesta quarta.


O Povo

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