Homens e mulheres foram torturados para General Theophilo poder se candidatar, critica Camilo

Foto: Fábio Lima

O governador Camilo Santana (PT) criticou a declaração do candidato General Theophilo (PSDB) sobre a ditadura militar no Brasil. Para Camilo, o tucano "parece desconhecer a história do Brasil". O governador esteve no Mercado São Sebastião na tarde desta terça-feira, 21, onde almoçou com o prefeito Roberto Cláudio e o ex-governador Cid Gomes (PDT). É a primeira polêmica entre adversários nesta eleição no Ceará.

O ato começou por volta das 12 horas e contou também com candidatos a deputados e outros aliados e apoiadores, além de militantes. Em dado momento, o deputado Chico Lopes (PCdoB) cedeu seu lugar na mesa para Cid, que chegou atrasado. O deputado federal José Guimarães (PT), o presidente da Câmara Municipal, Salmito Filho (PDT), o deputado estadual José Sarto (PDT) e o ex-chefe de gabinete de RC, Queiroz Filho (PDT), estavam presentes.

Em entrevista ao Live Política, no perfil do O POVO Online no Facebook, na tarde dessa segunda-feira, 20, Theophilo disse que "não houve ditadura no Brasil" e que o País viveu um "contra-golpe democrático". "Tivemos erros? Tivemos. Os militares subiram à cabeça, alguns deles exacerbados, os atos institucionais... mas o Brasil precisava ainda de um regime de exceção, não é ditadura, não houve ditadura no Brasil. O regime de exceção é um regime forte", afirmou.

"Homens e mulheres foram torturados e morreram na ditadura para que hoje ele pudesse ter o direito livre de se candidatar no processo democrático", afirmou o governador. Já o prefeito classificou como "lamentável" a declaração do candidato ao Governo do Ceará. "É importante que uma democracia para se reafirmar e uma nação pra se reafirmar democrática reconheçam erros históricos. Apenas não é razoável a declaração".

O Povo 

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