Último preso pela Chacina das Cajazeiras pode ser condenado a mais de 300 anos de prisão

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Último foragido a ser preso pela Chacina das Cajazeiras, Auricélio Sousa Freitas, 35 anos, pode ser condenado a até 368 anos de prisão, caso pegue a pena máxima pelos crimes de que é acusado. Ele foi preso nesta quarta-feira, 11, em Fortaleza, acusado de envolvimento com as 14 mortes da maior chacina da história do Ceará, no bairro Cajazeiras, no dia 27 de janeiro deste ano.

Em coletiva de imprensa na manhã desta quinta, 12, foi detalhada a prisão de Celinho. Ele é apontado como mandante da chacina e foi capturado ontem, quando trafegava na avenida Desembargador Moreira, no bairro Dionísio Torres, em veículo blindado de modelo Toyota Corolla.

Leonardo Barreto, diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), frisou que a prisão se deu por trabalho de inteligência policial e não foi uma abordagem aleatória ou coincidência. "Não foi sorte. Trabalhamos em cima de denúncias. A autuação foi feita em flagrante, por uso de documento falso".

Auricélio se apresentou usando documento no nome de Luís Carlos Domingos da Silva. "Era falsificação muito bem feita. Tínhamos indícios e abordamos aquele carro específico", reconheceu o coronel Henrique Bezerra, comandante do Batalhão de Choque da PM.

Pena

O acusado pode ser condenado a, no mínimo, 12 anos de prisão por homicídio qualificado. A pena pode se estender a 30 anos e é multiplicada por cada um dos 14 mortos na chacina. Ou seja, entre 168 e 360 anos. Além disso, a pena por integração à organização criminosa, pode ir de 3 a 8 anos. Com isso, a pena por condenação seria de pelo menos 171 anos de prisão a até 368 anos.

Celinho estava vivendo em apart hotel no Meireles, em Fortaleza. Com ele (nem no flat) não foram encontradas armas de fogo.

Ele já responde por furto qualificado, posse e porte ilegal de arma, roubo, tráfico de drogas, %u200Bhomicídio doloso e uso de documento falso (crime contra a fé pública). É investigado ainda por outros crimes.

Interrogatório sobre a chacina pode trazer novas informações sobre os crimes e sobre a facção Guardiões do Estado (GDE), da qual é um dos líderes.

Cajazeiras

Cinco meses depois da morte das 14 vítimas no Forró do Gago, foram presos 11 adultos; um adolescente foi apreendido. %u200BCelinho, ao lado dos criminosos Deijair de Sousa Santos (De Deus), Zaqueu Oliveira da Silva (o H2O) e os irmãos Misael de Paula Moreira (o Afeganistão) e Noé de Paula Moreira (o Gripe Suína), formariam o grupo que ordenou a matança.

Segundo as investigações da Coordenadoria de Inteligência da Polícia Militar do Ceará (CIP), Celinho seria um “reconhecido traficante de drogas da GDE”. Ele dominaria o tráfico no bairro Barroso II e em assentamentos precários como as comunidades Unidos Venceremos, Babilônia e parte do Gereba. Na Chacina das Cajazeiras, teria sido responsável por repassar armas e escalar matadores.

Indiciados pelo ataque nas Cajazeiras, já haviam sido presos anteriormente Misael de Paula Moreira, 26; Deijair de Souza, 29; Noé de Paula Moreira, 34; Zaqueu Oliveira da Silva, 36; Pedro Paulo do Prado Sousa, 21; Rennam Gabriel da Silva, 20; Francisco Kelson Ferreira do Nascimento, 23; Ruan Dantas da Silva, 19, Fernando Alves de Santana, 26; Joel Anastácio de Freitas, 18; e adolescente, 17. São acusados como partícipes Ana Karine da Silva Aquino, 23; e Ayalla Duarte Cavalcante, 22.

O Povo 

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