Servidores municipais marcham até a Assembleia Legislativa em protesto contra políticas de Temer

Foto: Ítalo Cosme
Servidores de 160 municipios cearenses se manifestam na manhã desta terça-feira, 5, contra os prejuízos percebidos pela classe no primeiro ano de vigência da emenda constitucional 95, resultante da chamada "PEC do Teto de Gastos", que limita investimentos em áreas como saúde e educação. Os manifestantes seguiram em marcha até a Assembleia Legislativa do Ceará (AL-CE) e estão reunidos neste momento com os deputados estaduais Nestor Bezerra (Psol), Augusta Brito( PcdoB), Tin Gomes (PDT) e o líder do governo na casa, Evandro Leitão (PDT).

Os trabalhadores formularam um documento oficial para levar até a AL-CE e estão debatendo propostas e apresentando pautas da classe. Estão presente representantes da Federação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal do Estado do Ceará (Fetamce), da Central Única dos Trabalhadores, Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Confetam), Sindicato dos Servidores Públicos do Crato, Sindicato dos Servidores Públicos de Morada Nova, entre outros.

Movimento indígena também está presente. Durante os momentos iniciais, os participantes entoaram palavras de ordem pedindo a liberdade do ex-presidente Lula e ainda lembraram de Marielle Franco, vereadora do Psol assassinada há mais de dois meses: "Marielle, presente!".

Enedina Soares, presidente da Fetamce, organizadora do ato, ressalta que os servidores estão sendo afetados diretamente pela emenda e também atacados com a reforma trabalhista. "Nós queremos a revogação de todas as medidas golpistas desde 2016 , a exemplo da trabalhista que tirou mais de 100 direitos de nós", afirma a servidora.

Os manifestantes formularam um documento oficial para levar até a AL-CE, onde esperam ser recebidos pelo presidente da casa, Zezinho Albuquerque. O deputado Renato Roseno (Psol) está presente no ato.

Quinze pessoas vindas de municípios como Monsenhor Tabosa, Tamboril e Catunda estão na manifestação para pedir medidas como o reajuste de salários de servidores. É o que conta a servidora de Tamboril, Iracema Sousa.  "Lá em Tamboril, a gente só consegue algo por meio da Justiça. Hoje existe uma dívida muito grande com nós servidores. Não vamos aceitar nenhum direito a menos", aponta.

O Povo

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