PT prioriza Lula e tenta controlar palanques estaduais

Foto: AFP
A Comissão Executiva Nacional do PT reforçou, em encontro em Belo Horizonte (MG), que a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva é “prioridade absoluta”. O partido definiu também a estratégia de política de alianças com PSB, PCdoB e outros partidos. Em texto publicado neste sábado, 9, em seu site, o partido cita critérios definidos para a tática eleitoral. “Construir uma coligação nacional para apoiar a candidatura Lula com PSB, PCdoB e outros partidos que venham a assumir este apoio”, diz o partido.

Segundo o PT, essa construção passa pela indicação do candidato a vice-presidente em entendimento com os partidos aliados. Em relação às eleições estaduais, o partido afirma que deve construir palanques com partidos de centro-esquerda.

Líder da bancada petista na Câmara, o deputado Paulo Pimenta (RS) explicou aos jornalistas, à saída do hotel da capital mineira onde aconteceu a reunião que deliberou sobre a estratégia eleitoral para 2018. ““O debate que ocorrer nos estados estará subordinado a essa estratégia: a candidatura de Lula”, disse o parlamentar gaúcho, um dos mais próximos do ex-presidente dentro do partido atualmente. Ao lado da presidente da executiva nacional, senadora paranaense Gleisi Hoffman.

A prioridade às conversas com PSB e PCdoB criará algumas dificuldades regionais, surgindo como exemplo do momento o caso de Pernambuco, onde a vereadora Marília Arraes (neta de Miguel Arraes) tenta viabilizar sua candidatura ao governo pelo PT, mas, precisará enfrentar o inconfesso interesse dos líderes locais de uma aliança com o governador Paulo Câmara (PSB), que tentará reeleição.

Portanto, uma candidatura própria no estado não seria prioridade hoje para a cúpula.

O caso cearense apresenta algumas complicações, também, apesar de PSB e PCdoB estarem na ampla aliança de partidos que o governador Camilo Santana tenta formar em torno do seu projeto de reeleição, a grande aliança dele é com o PDT, que tem o Ciro Ferreira Gomes como candidato à presidência. Camilo que foi o único dos quatro governadores petistas atuais ausente do ato realizado pelo PT na noite da última sexta-feira na cidade mineira de Contagem para um evento oficial de lançamento de Lula como postulante à presidência, mesmo ele estando preso em Curitiba, no início do cumprimento de uma pena de mais de 12 anos. Quanto a esta ausência, o partido ainda não se pronunciou oficialmente.

A senadora Gleisi Hoffman mantém a expectativa de que Camilo Santana apoiará Lula na campanha presidencial, apesar da forte proximidade com os Ferreira Gomes, especialmente o antecessor Cid, principal fiador de sua candidatura quatro anos atrás.

No manifesto, o PT considera clara “a primazia do projeto nacional sobre as disputas regionais. Toda e qualquer definição de candidaturas e política de aliança nos estados terá que ser submetida antecipadamente à Comissão Executiva Nacional”. Paulo Pimenta acrescentou que a busca por um nome para compor a chapa com Lula deverá passar pelo arco de alianças definido e as prioridades anunciadas. Admitiu, inclusive, que o nome da deputada gaúcha Manoela D’Ávila, do PCdoB, é visto com simpatia na cúpula petista. (da agências)

O Povo 

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