Em entrevista à Rádio Coqueiros FM, Cid Gomes fala que pretende priorizar pré-candidatura de irmão à Presidência da República

Foto: Divulgação
O ex-governador do Ceará, Cid Ferreira Gomes, esteve no programa Show do Betto Guerra, na Rádio Coqueiros FM, nesta sexta-feira , 8. Em entrevista ao radialista, Cid comentou sobre vários assuntos repercutidos na mídia, tais como: ter seu nome envolvido em delações, eleições de 2016 em Sobral, campanha eleitoral de 2018 e obras embargadas durante seu mandato como governador do Ceará.

"Acho que a pessoa ter uma ficha limpa é pré-requisito da politica", iniciou.

Cid Gomes comentou sobre a delação do empresário da JBS Wesley Batista, o qual afirmou que o ex-governador do Ceará cobrou e recebeu R$ 20 milhões em propina para bancar a campanha do atual governador, Camilo Santana, em 2014. Defendeu-se também da denúncia de desmatamento e construção irregular em obra de condomínio de luxo na Serra da Meruoca. Segundo ele, no local não havia nenhuma mata nativa. Destacou também que ainda defende as máquinas para perfuração de túneis da Linha Leste do Metrô de Fortaleza (Metrofor) adquiridas em 2013, os famosos "tatuzões". Defendeu também o projeto do Acquario do Ceará, o qual, segundo Cid, irá beneficiar a economia do Estado, gerando empregos e turismo.

Cid ainda citou o processo de cassação do diploma eleitoral do prefeito de Sobral, Ivo Ferreira Gomes (PDT), e da vice-prefeita do município, Christianne Marie Aguiar Coelho (PT). Ele defende o irmão: "Ele por natureza é contra essa coisa de compra de votos. Por natureza, ele não admite. Ele acha isso um absurdo você comprar a consciência", disse.

A ação foi apresentada pelo deputado federal Moses Rodrigues (MDB), após as eleições de 2016, na qual também concorreu para prefeito.

"O Ministério Público foi contra. Uma denúncia dos que perderam. E é natural que os que perderam sejam inconformados", continuou. 

O ex-ministro da educação ainda comentou sobre a postura política do deputado federal Moses Rodrigues (MDB) e do seu pai, o empresário Oscar Rodrigues, presidente da sigla em Sobral.

"Eles fazem do dinheiro uma ferramenta para ter voto na política", afirmou durante a entrevista.

De acordo com Cid, por enquanto não pretende concorrer ao senado e sim priorizar a campanha à presidência de seu irmão. Mas deixa claro que, após o mês de julho, se houver efeito positivo em relação à candidatura de Ciro, ele lançará sua camapanha ao senado.

"Para mim o projeto mais importante hoje é a pré-candidatura do Ciro (...) Se eu tiver de ser candidato, é para ser 100% candidato", destacou. 

Ainda em relação à campanha presidencial, Cid Gomes ver um cenário bom para Ciro sem a candidatura do ex-presidente Lula. 
"O universo de simpatia do Lula é o universo que o Ciro atua, porque tem muita cisa de identidade nisso", completa.

Em pesquisa recente divulgada pela DataPoder360, o pré-candidato do PSL à Presidência, deputado Jair Bolsonaro (RJ), lidera a disputa presidencial, tendo como rival mais próximo o ex-ministro Ciro Gomes. 

Ao opinar sobre o cenário, Cid Gomes comparou Bolsonaro a um "espelho embaçado" e disse que os brasileiros insatisfeitos com a insegurança, com a corrupção na política e a impunidade, enxergam nele a pessoa que irá resolver tudo isso. 

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Thais Menezes/SPN


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