Dia de jogo da Copa não é feriado e falta pode ser punida

Foto: Internet
A Copa do Mundo está chegando. A menos de uma semana do primeiro jogo do Brasil (17/6), tem muita gente que deve estar se perguntando - ou até já procurou saber junto ao chefe - se vai rolar aquela folguinha no dia do jogo da Seleção canarinho.

Pela lei, a empresa não tem obrigação de liberar o funcionário: apesar de o País parar para assistir as partidas, os jogos da Seleção não estão no calendário de feriados nacionais. Na prática, porém, se dá um drible na lei e, em tabela com os trabalhadores, as empresas podem montar um esquema e formalizar um acordo com os seus funcionários em dias de jogo do Brasil. É gooool!

“Existe uma tradição no mundo corporativo de que os horários e jornadas de trabalho sejam especiais nesse período. A estratégia que parece ter mais adesão entre as empresas é a liberação parcial”, explica o gerente Regional da Randstad Professionals Soluções em Recursos Humanos, Winston Kim.

Santa tradição. Só não vale pisar na bola, como alerta o especialista. “É importante que o profissional tenha em mente a cultura e as políticas da empresa onde trabalha. Ele poderá avaliar as negociações  e as possíveis consequências de uma falta, caso a organização não autorize a flexibilização”.

Tá liberado

Na Aromarketing e Acqua Aroma, a gestão decidiu que nos jogos pela manhã não haverá expediente e as horas serão compensadas. Nos jogos à tarde, o expediente vai até o meio dia. Nas lojas, o intervalo vai depender do esquema de cada shopping. Para a sócia-diretora da empresa, Nayana Pedreira, quando o assunto é a paixão nacional, é preciso agradar os dois lados. “Foi unir o útil ao agradável.A grande realidade é que todo mundo quer assistir os jogos com seus amigos e a família. Por isso a gente montou o calendário. O funcionário vai compensar com mais força e produtividade. Fica todo mundo bem e feliz, sem comprometer o resultado”, garante Nayana.

Outra empresa que vai mudar o horário nos dias de jogos é o laboratório Sabin. Segundo a gestora técnica Tatiana Ferraz, a empresa também liberou o uso de camisas verde-amarelas e calça jeans. “Acreditamos que tudo isso favorece muito o clima organizacional. Não adianta o cliente chegar e encontrar um colaborar mal-humorado. Conseguimos montar um modelo que não impacta no negócio e ao mesmo tempo não deixa o colaborador insatisfeito”, explica. 

PODE ISSO, ARNALDO? 

A decisão é da empresa Já que dia de jogo não feriado, não existe uma regra que obrigue a empresa a liberar o funcionário em dias de jogo de Copa do Mundo.

Acordo  A negociação é livre e vai de caso a caso.  A empresa pode montar um esquema diferenciado de funcionamento e uma escala de compensações das horas que não foram trabalhadas por conta do jogos. Todo planejamento é feito baseado nas necessidades da empresa. 

Falta grave  Caso a empresa e seus funcionários não entrem em acordo, o dia de jogo do Brasil na Copa será considerado um dia normal de trabalho. Por isso a empresa pode punir o funcionário por qualquer falta ou atraso.  Não marque bobeira:  a ausência não justificada acarreta em descontos nos vencimentos do trabalhador. 

Compensação  De acordo com a flexibilização das leis trabalhistas, em vigor desde o ano passado,  quando a negociação é feita diretamente com o patrão por meio de um acordo individual, a compensação das horas extras deve ser feita em no máximo de seis meses. Caso seja feita por meio de uma convenção coletiva, esse prazo passa para um ano.

Priscila Natividade
Do Correio
Via Rede Nordeste 

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