Crônica de quinta: A sorte de não desistir


Foto: Ilustração 

Claro que dei sorte! Dei sorte de continuar com o que tinha escolhido seguir e quando o sentimento de inapropriação tomava de conta, eu me olhava no espelho, e eu como boa cabeça dura que sou, disse "eu não vou desistir", porque afinal, a minha mãe tinha me educado para eu ser uma mulher-maravilha na vida, e eu não podia desobedecê-la. 
Dei sorte por acordar cedo e dormir tão tarde. Morar longe da casa dos pais e enfrentar todos os dias aquilo que chamamos de "construir seu próprio caminho". Dei sorte de não surtar quando via minha notas tao baixas e de não conseguir entender determinados assuntos. 
Dei sorte de não parar quando a derrota de uma batalha tinha chegado (acreditem, foram muitas vezes). Dei sorte por me virar com uma bolsa de estágio e ter que resolver vários abacaxis em um único dia. Dei sorte por apenas não ser só sorte, e sim, de ter ido atrás, conquistado cada espaço, cada pessoa. 
Dei sorte de não não esquecer de onde eu vim e lembrar sempre de agradecer a Deus por cada conquista. 
Eu dei sorte, dei sorte de não ter desistido. .

E qual a sua "sorte"?

Gisélia Silveira 

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