Crônica de quinta: Pequenas grandes coisas

Foto: Divulgação/Ecoa
Dizem por aí que brasileiro é uma pessoa preguiçosa. Adora um feriado, conta os dias pra chegar sexta-feira, sempre dar um jeitinho, e tira brincadeira de tudo. 
Não sei vocês, mas eu acho mesmo brasileiro um povo muito é desenrolado. 
Aprende a fazer coisas grandes em épocas miúdas. O governo vai mal, não tem emprego pra todo mundo, e tem muito político por aí que não tá valendo nem um cibazol (é o novo!) Me conte, caro leitor, quantas pessoas que você conhece e que aprendeu a fazer qualquer coisa pra tirar um dinheirinho extra? 
Antes com R$ 10,00 você comprava era coisa, agora num vale nem a viagem até o mercado. 
Tem gente talentosa espalhada nesse mundo, viu? Vem dizer que não conhece ninguém que faça um bordado bonito de doer os olhos, um desenho lindo da paisagem, há ainda aqueles que fazem arte com comida (que delícia!) aquele bolo da senhorinha da esquina [conhece alguém?]. 
Bairro é mágico. Você encontra de tudo. Tem gente empreendedora e criativa, e nem precisou fazer faculdade de marketing pra chamar atenção pro carrinho do picolé, da tapioca e por aí vai. Ou vem dizer que em seu bairro/rua não tem dessa gente que aprende na vida a viver? 
Gente que acorda 4 ou 5 horas da manhã pra começar a preparar as coisas. É filho pra levar pra escola, café pra aprontar e mais um bocado de coisa. 
Infelizmente em épocas industriais, em que se valoriza mais o feito, pronto, quem faz arte com as mãos é desvalorizado. 
A minha tentativa aqui, caro leitor, é que quando você for presentear sua mãe ou qualquer outra pessoa, lembre-se daqueles que fazem arte com as mãos. Tem gente muito boa por aí, e o que é melhor, o dinheiro circula e não fica só em grandes empresas.


Gisélia Silveira 

Um comentário:

  1. Adorei, querida!
    Apresentando o melhor daquilo que se sabe fazer!
    Escrever é uma arte milenar. Sucesso, sempre!

    ResponderExcluir

Tecnologia do Blogger.