Crônica de quinta: Pequenas decisões, grandes desafios

Foto: Ilustração 

Desde cedo te ensinam que é preciso escolher como você viverá o restante de sua existência no mundo. Te falam que é preciso escolher uma faculdade, uma carreira. Dizem que vai ser difícil, mas ora, quem gosta do fácil? Você passa no vestibular e todos te parabenizam, mas esquecem te dizer, que essa escolha implica em um pacote cheio de noites mal dormidas, insônia, ansiedade, medo, frustação, saudade, dúvida, incapacidade, inapropriação, alimentação desregular, desânimo, má administração do tempo, notas baixas e etecétera. “Talvez se soubéssemos antes..” Não, ninguém está imune. Tudo isso, estranhamente, passa a nos preencher. Só é difícil saber lidar com tudo ao mesmo tempo: estágio, faculdade, dramas pessoais, pouco dinheiro, horários, metas. Nunca, nunca parece ser o suficiente. Você olha para o seu colega e ele ta com séries e leituras em dias, notas perfeitas, tem relacionamento sério, sem olheiras, sem matéria acumulada.. E você, parece ser alguém que se esforça, se esforça e nunca atinge a meta.. Mas será que é isso mesmo?

Para quem não nasceu com a bunda virada pra lua, o esquema é esse mesmo: se esforçar, se comprometer e chegar lá. Têm pessoas que irão ter mais sorte que você e isso vai te dar uma raiva tremenda. Mas sabe, não desiste. Não por nada não. Mas por ti. Se você não for o único motivo para continuar essa caminhada, pare e repense sua escolha. 
O exterior é reflexo concreto daquilo que somos por dentro. Você aí que já está terminando a faculdade, percebe que não é mais o mesmo desde de quando entrou, né? E você que está pensando em entrar nesse mundo, esteja preparado a desconstruir tudo aquilo que você sabia até hoje sobre a vida, sonhos, carreira, saudade, família, amizade e amor.

Você descobre com o tempo que “ter” sucesso não é “ter” algo material, não é “ter” aquele emprego, e sim “ter” uma sensação de objetivo alcançado, de plenitude de satisfação. É saber que mesmo atingindo o objetivo, você exprimentou a graça de viver durante todo o percurso, porque realização mesmo, não é só atingir o objetivo, mas vivê-lo.

Gisélia Silveira 

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