Ceará é o estado do Nordeste que mais vacinou contra influenza

Foto: Julio Caesar 
Todos os postos de saúde da rede pública de Fortaleza estarão abertos no próximo sábado, 12. A ação faz parte do Dia D, data de maior mobilização da Campanha Nacional de Vacinação contra influenza, promovida pelo Ministério da Saúde. Alguns estabelecimentos, como o Shopping Benfica, também disponibilizarão espaço para a aplicação de vacinas; demais locais ainda serão divulgados pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS). A vacinação é voltada apenas aos grupos de risco. Até a manhã de ontem, 35,54% desse público havia sido imunizado.

A meta da Secretaria da Saúde do Estado do Ceará (Sesa) é de que até 30% de pessoas definidas como integrantes dos grupos prioritários sejam vacinadas durante o Dia D.

Para garantir que a vacina não falte, outro lote deve chegar aos postos de saúde até sexta-feira, 11.

Já foram distribuídas 1.590.460 doses no Ceará, 68% do previsto para a campanha. Foram aplicadas 666.598 doses até ontem, tornando o Ceará o estado com maior vacinação no Nordeste e o quarto no Brasil.

“O Dia D existe para ajudar a população a receber a vacina em dia de sábado”, esclarece a coordenadora de imunizações da Sesa, Ana Vilma Leite. Ela afirma que, com base nos últimos anos, a mobilização costuma alavancar a campanha para que maior parte do público-alvo seja atingido. A vacinação deve ocorrer de forma intensiva em todo o País.

A campanha é voltada apenas para os grupos de risco, que têm prioridade para a vacinação. Crianças maiores de 6 meses e menores de 5 anos, idosos, gestantes e puérperas, profissionais da saúde, professores da rede pública e particular, indígenas, portadores de doenças crônicas ou com baixa imunidade, funcionários do sistema prisional e pessoas privadas de liberdade integram o público-alvo.

Ana Vilma explica que a imunização desses grupos é estratégica por eles serem mais propensos a adoecer. A imunização dessas pessoas, então, diminui a circulação do vírus e, por consequência, protege também outras pessoas.

A Sesa não garante que haverá um período de vacinação após 1º de junho para pessoas fora dos grupos prioritários. “Não vamos garantir que depois da campanha vai abrir para os outros grupos. A adesão está grande, pode não sobrar vacina”, explica Ana Vilma.

A imunização oferecida na rede pública protege contra os vírus H1N1, o H3N2 e o influenza do tipo B Yamagata. Para se vacinar é preciso apresentar documento de identificação com foto, cartão de vacinação, se tiver, e documento que ateste fazer parte do grupo de risco.

O Povo 

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