Caminhões começam a deixar ponto de bloqueio na BR-116 e greve perde força

Foto: Matheus Facundo
Nono dia de greve começa com manifestação sem bloqueio na BR-116 na manhã desta terça-feira, 29. Os manifestantes liberam a passagem de carros pequenos, cargas vivas e caminhões com oxigênios e produtos hospitalares, mas pedem que os demais caminhões se juntem à paralisação. Trânsito flui nos dois sentidos e Polícia Rodoviária Federal (PRF) está no local auxiliando. Alguns caminhões já estão deixando o local de concentração dos manifestantes.
O clima entre os participantes do ato é de conflito. Enquanto alguns estão decididos a manter a greve até que todas as suas reivindicações sejam atendidas, outros estão cogitando encerrar a participação no movimento ainda esta manhã.A imprensa chegou a ser hostilizada após intervenção da PRF para liberação da via.

Em Fortaleza há duas semanas e na greve desde o início (segunda-feira, 21), um caminhoneiro conta que “está cansado” e pensa em ir embora por “falta de mudanças”. Por volta das 9 horas desta manhã, três caminhoneiros decidiram ir embora e foram hostilizados pelos manifestantes remanescentes.

O caminhoneiro Pedro Angelo, 45, é um dos que decidem permanecer na paralisação. Para ele, as medidas anunciadas pelo presidente da República Michel Temer não são viáveis porque “não pagam o custo do transportador”. “O Transportador só está parado porque não existe mais condição”, desabafa.

O caminhoneiro Antônio Firmo, 55, defende a continuação da paralisação. Ele considera que o desconto de R$ 0,46 no diesel concedido pelo presidente Michel Temer no último domingo, 27, ainda é pequeno. "O ganho do meu frete não dá pra nada, só para o óleo diesel. A gente tá passando praticamente fome na estrada", lamenta.

Para o caminhoneiro Sandoval Santos, 49, é de competência do povo se manifestar para mudar a situação por qual o País passa e diminuir inclusive o preço de outros combustíveis além do diesel. "Agora a voz dele [do povo], a atitude dele é que vai mover uma ação lá no Congresso", considera.

Em nota, a PRF afirma que não há registros de bloqueios totais no Ceará. Os manifestantes estão em áreas às margens das rodovias, sem interferência ao livre trânsito daqueles que não participam das manifestações. “Estamos à disposição de todos que se sintam ameaçados no deslocamento. Aos caminhoneiros que queiram sair dos pontos de bloqueio, a PRF pode ser acionada para este apoio”, diz nota.

Os caminhoneiros que utilizarem veículos para interromper ou dificultar o fluxo do trânsito estão passíveis de multa pela PRF.


O Povo

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