Atirador mata três pessoas em Liège, na Bélgica

Foto: Divulgação
Policiais e investigadores no local do atentado, nas proximidades do café Aus AugustinsHomem esfaqueia duas policiais, rouba suas armas e dispara contra elas e um homem na região central de Liège, antes de ser morto por forças especiais. Autoridades não descartam motivação terrorista.Um homem matou duas policiais e mais uma pessoa a tiros na cidade belga de Liège nesta terça-feira (29/05). O agressor foi abatido por forças especiais de segurança depois de ter tomado uma mulher como refém, informaram autoridades e veículos de imprensa da Bélgica. A promotoria federal belga investiga o ataque como terrorismo.

O agressor esfaqueou duas policiais, roubou suas armas e depois disparou contra elas e um homem de 22 anos que estava no banco do passageiro de um carro estacionado. Os tiros foram ouvidos no centro de Liège, cidade no leste da Bélgica, próxima à fronteira com a Alemanha, por volta das 10h30 (5h30 no horário de Brasília).

O atentado ocorreu nas proximidades do Café dês Augustins, no bulevar d'Avroy, que leva ao centro histórico de Liège.

"Armado com uma faca, o atirador seguiu e atacou duas policiais e usou as armas de fogo delas para matá-las", disse o promotor Philippe Dulieu. "Ele seguiu a pé, atacou um veículo estacionado, onde abriu fogo contra um jovem de 22 anos no banco do passageiro. O jovem morreu. Ele então entrou no colégio Léonie de Waha, onde fez uma funcionária da limpeza como refém. A polícia interveio. Ele disparou contra os policiais, ferindo vários antes de ser morto."

As crianças e os funcionários da escola estão em segurança. Um cordão de segurança foi criado ao redor do prédio, enquanto pais em pânico buscavam seus filhos.

"Todas as crianças estão bem. As do primário e do jardim de infância não viram nada porque foram retiradas pelos fundos da escola", disse Julie Fernandez, parlamentar que é mãe de uma criança de 7 anos da escola. "Elas foram atendidas por funcionários e psicólogos. Os alunos do ensino médio foram atendidos num parque nas proximidades", acrescentou.

O diário La Libre Belgique citou uma fonte policial que afirmou que o atirador gritou Allahu Akbar (Deus é grande, em árabe), e a emissora belga RTBF relatou que investigadores acreditam que o atirador pode ter tido motivação terrorista. Vídeos postados no Twitter mostram pessoas correndo no bulevar central d'Avroy, além do som de tiros e sirenes dos carros policiais.

A emissora RTL divulgou que o suspeito saiu na segunda-feira da prisão de Lantin, onde cumpria pena por pequenos delitos, enquanto a emissora RTBF relatou que ele não estava fichado por radicalização.

O primeiro-ministro belga, Charles Michel, disse em entrevista à RTL que se trata de um incidente grave, que está sob responsabilidade do ministro do Interior, Jan Jambon, do titular de Justiça, Koen Geens, e do Centro Nacional de Crise, que não elevou o alerta antiterrorista do país, mantido em nível 2 de 4.

"Violência covarde e cega em Liège. Todo o nosso apoio às vítimas e a seus entes queridos. Estamos acompanhando a situação com os serviços de segurança e o Centro de Crise", escreveu Michel em sua conta da rede social Twitter.

Os motivos do ataque não são conhecidos, mas o Centro Nacional de Crise Antiterrorista comunicou via Twitter que está monitorando a situação e que terrorismo não pode ser excluído como motivo, embora outras razões pelo ataque também estejam sendo averiguadas.

"Terrorismo é uma das questões em discussão, mas no momento todos os cenários estão em aberto", disse um porta-voz do centro de crise.

Liège, uma cidade industrial no leste da Bélgica, próximo da fronteira com a Alemanha, foi palco de um tiroteio em 2011, quando um atirador matou quatro pessoas e feriu mais de cem antes de cometer suicídio.

A polícia belga e as Forças Armadas estão em alerta desde que uma célula da organização jihadista "Estado Islâmico", com sede na Bélgica, esteve envolvida nos ataques de Paris de 2015, que resultaram na morte de 130 pessoas, e no ataque suicida que deixou 32 mortos no aeroporto de Bruxelas e numa estação de metrô da capital belga em 2016.

PV/rtr/ap/afp/dpa

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