Decisão de Lula é de não se entregar em Curitiba; tropas militares estão de sobreaviso

Foto: AFP
Até as 8h30min da manhã desta sexta-feira, 6, a decisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) era de não se entregar à Polícia Federal para cumprir o mandado de prisão emitido pelo juiz federal Sergio Moro na última quinta-feira, 5. O petista se encontra na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo (SP) e pretende ficar lá durante o dia. A Polícia Federal monitora Lula desde a emissão do mandato e tropas militares da região estão de sobreaviso. O ex-presidente tem até as 17 horas desta sexta-feira para se entregar em Curitiba.

Lula passou a noite na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo, em São Paulo, local onde surgiu Partido dos Trabalhadores (PT). Na noite da última quinta-feira, Lula já cogitava não se entregar à Polícia Federal e pedia que os militantes fizessem uma "resistência pacífica". Membros da militância do partido, parlamentares e integrantes de movimentos sindicais e sociais permanecem na sede.

A defesa de Lula considera que o mandado de prisão foi precoce, já que os recursos ainda não tinham acabado. O advogado Cristiano Zanin Martins divulgou uma nota condenando o mandado de prisão emitido pelo juiz federal Sergio Moro contra o ex-presidente. “A defesa sequer foi intimada do acórdão que julgou os embargos de declaração em sessão de julgamento ocorrida no último dia 23/3”, critica.

Nesta manhã, em entrevista telefônica ao jornal Folha de S. Paulo, o ex-presidente disse que estava tranquilo, bem disposto, e que já tinha feito seus exercícios matinais como faz todos os dias.


O Povo 

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