Brasileiro é condenado por ligação com "Estado Islâmico"

Foto: Internet 
Justiça da Espanha sentencia Kayke Guimarães, detido desde 2014, a oito anos de prisão. Ele foi acusado de se associar com outros extremistas e tentar se unir a grupo extremista na Síria.A Justiça espanhola condenou nesta terça-feira (10/04) dez membros de uma célula jihadista ligada ao grupo terrorista "Estado Islâmico" (EI), entre eles o brasileiro Kayke Luan Ribeiro Guimarães. Guimarães foi sentenciado a oito anos de prisão pelo crime de formação de organização terrorista. Os outros membros da célula, entre eles espanhóis e marroquinos, foram condenados a penas que variam de oito a 12 anos de prisão. Guimarães foi preso em dezembro de 2014, quando tentava atravessar a fronteira entre a Bulgária e a Turquia. Segundo a Justiça espanhola, ele pretendia se juntar ao EI na Síria. Um mês depois, ele foi deportado para a Espanha. Nascido em Formosa, em Goiânia, ele vivia em Terrasa, um subúrbio de Barcelona. À época da prisão ele tinha 18 anos e vivia há dez anos na Espanha. Segundo declaração da família do goiano para diversos veículos da imprensa brasileira, Guimarães havia viajado à Turquia para passar férias. No entanto, a Justiça espanhola aponta que ele havia se aproximado de radicais islâmicos quando passou a frequentar uma mesquita em Terrasa. De acordo com a sentença, ele se juntou a uma célula terrorista chamada "Fraternidade Islâmica", que convencia seus membros a se juntarem ao EI na Síria ou a planejar atentados em solo espanhol. Ele teria então mudado informalmente seu nome de batismo para Hakim. Antes mesmo de chegar à Bulgária, Guimarães e outros membros do grupo já eram monitorados por agentes da polícia da Catalunha. Segundo o jornal Folha de S.Paulo, a polícia encontrou na casa do brasileiro manuais extremistas, incluindo uma publicação produzida pela rede Al Qaeda, que descreve técnicas de táticas terroristas e propagandeia a jihad, ou guerra santa. Na casa de outro membro da célula, um espanhol, foram encontrados documentos que descreviam como produzir bombas. Segundo a sentença, pelo menos um dos membros da célula, Abdellatif Chahmout, conseguiu chegar à Síria. Ele posteriormente morreu em combate no Iraque em 2015. Ainda segundo a sentença, vários membros da célula planejavam organizar atentados em Barcelona, na mesma linha do que ocorreu em agosto de 2017, que deixou 16 mortos na capital da Catalunha, ou ainda sequestrar uma pessoa e filmar a execução dela. Segundo o jornal Folha de S.Paulo, Guimarães segue sendo um dos únicos casos conhecidos de brasileiros que se juntaram ao EI ou tentaram fazê-lo. Em 2013, o belga Brian de Mulder, filho de uma brasileira que vive na Bélgica, recebeu destaque na imprensa do Brasil após partir para a Síria. Ele, no entanto, não possuía nacionalidade brasileira. Mulder acabou sendo condenado a cinco anos de cadeia in absentia por uma corte belga. Segundo a família, ele morreu na Síria em 2015.

DW Brasil

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