Herói Jaspion ganhará nova versão brasileira nos cinemas

Foto: Reprodução 
O personagem Jaspion foi lançado originalmente em março de 1985, no Japão. Três anos depois, em fevereiro de 1988, ele passou a ser protagonista das manhãs da extinta TV Manchete no programa Clube da Criança. 30 anos depois, a produtora Sato Company anunciou, em ritmo de comemoração, que vai produzir um filme do herói japonês, rodado no Brasil e estrelado por atores brasileiros. Incrivelmente, o personagem teve mais sucesso aqui do que no seu País de origem.

Isso se deve à ideia de que a América Latina sempre foi muito devota aos produtos japoneses dos anos 1980 e 1990. Além de Jaspion, o gênero de Tokusatsu, movimento cinematográfico conhecido por seus monstros, teve uma longevidade muito forte no Brasil, México e Estados Unidos. As programações televisivas, por exemplo, eram muito parecidas. Jaspion, Changeman, Ultraman, National Kid estavam sempre presentes nas manhãs desses países.

Sabendo disso, a produtora de Nelson Sato, responsável por distribuir as séries e filmes de Tokusatsu no Brasil, assumiu o controle do longa, cuja estreia está marcada para 2019. A produtora ainda não comunicou quem será o diretor e os rumos da trama, apesar de ter anunciado em nota que será feita uma modernização do visual do personagem.

As novidades, como elenco e diretor, serão reveladas em agosto próximo, durante um festival de filmes japoneses, em São Paulo, para comemorar os 110 anos de imigração japonesa no Brasil.

Além disso, já foi dito que o ator Hikaru Kurosaki, astro que interpretou o herói original, vai ser convidado para participar do longa e que o orçamento deve girar em torno dos 2 milhões de dólares. O fã da série e crítico de cinema Luke Muniz comenta que a disposição de trazer de volta esse material representa uma forma de homenagear o herói e uma tentativa de mostrar que algo de qualidade no campo da ficção cientifica pode ser realizado no Brasil. “Depois de ter lido entrevistas do Sato, as minhas expectativas ficaram muito boas. Vai ser ótimo para o cinema brasileiro”, diz.

O Povo 

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