Membro de facção morto em SP é suspeito de assassinar Gegê do Mangue, aponta investigação

Foto: TV Globo/Reprodução
O Tribunal de Justiça do Ceará havia decretado a prisão Wagner Ferreira da Silva, membro da facção criminosa PCC conhecido como Cabelo Duro, horas antes de ele ser assassinado em São Paulo. O homicídio ocorreu na noite desta quinta-feira (23) em frente a um hotel na Zona Leste da capital paulista. Um vídeo registrou o momento do crime. Outras duas mulheres que estavam no local se feriram com os tiros.

A suspeita é que Cabelo Duro tenha participação no assassinato dos líderes da facção, Gegê do Mangue e Paca, encontrados mortos em uma área de reserva indígena em Aquiraz, a 30 quilômetros de Fortaleza, na sexta-feira (16)

Procurado pelo G1, o Tribunal de Justiça do Ceará confirmou a expedição do mandado, mas afirmou que não poderia dar detalhes porque o processo corre em segredo de Justiça.

Gegê do Mangue e Paca tinham uma vida de luxo na cidade e foram assassinados supostamente por roubar dinheiro da facção.

Os atiradores que mataram Cabelo Duro utilizaram armas que seriam fuzis e metralhadoras, segundo policiais ouvidos pelo G1. Eles se aproximam atirando em direção a pessoas que descem de um carro escuro que estaciona na entrada do saguão do Hotel Blue Tree Towers, na Rua Eleonora Cintra, no Jardim Anália Franco. Uma câmera de segurança registrou o momento do crime.

Morte de Gegê
Um bilhete encontrado na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, interior paulista, informa que Gegê e Paca foram mortos por ordem de Gilberto Aparecido dos Santos, o Fuminho, que pertence à facção e está nas ruas.

O motivo da eliminação de Gegê e Paca, segundo o papel, é que os dois estavam desviando dinheiro do PCC.

“Amigos aqui é o resumo do Pe quadrado [Penitenciária] e mais uns irmãos. Ontem foram chamados em uma ideias, aonde nosso ir [irmão] cabelo duro deixou nois [sic] ciente que o fuminho mandou matar os (...) o GG e o Paka. Inclusive o ir cabelo duro e mais alguns irs [irmãos] são prova que os irs [Gegê e Paca] estavam roubando”, informa o bilhete escrito a caneta num pedaço de papel.

G1

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