Jornalista acusa dono da Riachuelo de ser contra movimento LGBT e prega boicote à loja

Em seu perfil do Facebook, Alexandre Putti postou uma foto do cartão da loja Riachuelo quebrado. No texto que acompanha a imagem, o jornalista de São Paulo relata que resolveu não comprar mais roupas da marca depois que descobriu que o dono da empresa, Flávio Rocha, é apoiador de costumes conservadores que são contrários às pautas LGBTs. O empresário palestrou recentemente em São Paulo apoiando o manifesto “Brasil 200”, que defende pautas como a escola sem partido, economia liberal e o combate à chamada "ideologia de gênero".

Alexandre afirma que os posicionamentos de Flávio vão lhe custar clientes. “Ele só esqueceu de um detalhe: muitos dos seus clientes são essas pessoas que ele quer combater. Pois bem, agora ele não ganha mais nenhum centavo do meu dinheiro. Dinheiro LGBT. Pink money”, diz. Pink Money, ou Dinheiro Rosa, é um nome dado ao poder de compra da população de gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros.

O jornalista termina seu post chamando as pessoas para se juntarem à causa e não comprar mais na Riachuelo. “Por uma questão de sobrevivência das manas que morrem todos os dias no nosso país vítimas do preconceito e da opressão de pessoas como Flávio”.

O post do jornalista coleciona 35 mil reações e mais de 11.500 compartilhamentos. Nos comentários do texto, comentários mostram ideias divergentes. “Quem anda ao do lado do MBL merece meu mais absoluto desprezo”, comentou um usuário que utilizou a hashtag Boicote à Riachuelo. Outros afirmam que, após saber do posicionamento político do empresário, vão virar clientes da loja.

Outro lado

Em nota, a Riachuelo informou que seu presidente, Flávio Rocha, apoia a família independente do modelo de constituição e da orientação sexual de seus membros. Sobre declarações referentes ao movimento Brasil 200, a marca reafirma que não há a pretensão de eleger parlamentares para o Congresso.

Sobre a própria marca, a nota diz que a Riachuelo é uma empresa plural, democrática e que apóia a diversidade em todas as suas faces, sem nenhuma forma de preconceito. A loja se coloca como a maior empregadora de transexuais do Brasil. 

O Povo

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