Neymar diz preferir "perder de 7 a 1" à contusão na Copa em Fortaleza

Foto: Fco Fontenele
O atacante Neymar, do PSG, relembrou a primeira Copa do Mundo da carreira, a de 2014, e a definiu como “uma porcaria”. A avaliação foi realizada em entrevista concedida ao zagueiro Gerard Piqué, seu ex-companheiro do Barcelona, e divulgada pelo site The Players Tribune, conhecido pela divulgação de textos em primeira pessoa de atletas.

Neymar explicou que fez a avaliação mais pela grave lesão sofrida nas quartas de final contra a Colômbia, que o tirou da reta final da competição, do que pela acachapante derrota para a Alemanha nas semifinais. “Prefiro perder de 7 a 1 do que me machucar”, disse o atacante. Ele disse viver o seu melhor momento na seleção brasileira. O pior foi a contusão sofrida com a entrada do lateral-esquerdo colombiano Zuñiga nas suas costas (4/7/2014). “Eu só chorava em casa. Via minha mãe e meu pai chorando, todo mundo triste, meus amigos, família”, revelou.

Neymar também detalhou os momentos seguintes ao lance da contusão em Fortaleza, quando o Brasil venceu a Colômbia por 2 a 1. Inicialmente, pensava em seguir no jogo. “Quando ele me atacou, senti uma reação, tentei me levantar. Estava com muita dor e lembro que minha cabeça estava no chão. E o Marcelo estava dizendo: ‘Chamem os médicos’. E eu disse: ‘Não, quero jogar’ porque queria marcar, porque estava louco. Não conseguia virar e os médicos entraram. ‘Não, vou continuar”, disse.

Mas Neymar não conseguia levantar as pernas. “O médico me tirou e comecei a chorar. Porque estava doendo muito e não sentia minhas pernas. Fui para o hospital. Lembro que estava com a minha perna dobrada e quando tentava esticá-la, a dor era incrível”, recorda.

MEDO DE PARAR

O risco de deixar o futebol rondou o atacante. “Fui ao hospital, fiz todos os exames e me disseram: ‘Tenho duas notícias para você. Uma boa e uma ruim’. Eu disse: ‘A ruim primeiro’. ‘A ruim: você não poderá jogar mais na Copa. Acabou para você. E eu disse: ‘E qual é a boa?’ ‘A boa é que, depois você poderá andar porque se fosse dois centímetros para o lado, o futebol teria acabado”, afirmou.

De sua casa, então, Neymar viu a seleção ser massacrada pela Alemanha nas semifinais da Copa, no Mineirão, em Belo Horizonte. Ele destacou que aquele revés trouxe um peso enorme para os jogadores. “Foi um desastre porque ninguém esquece. E, agora, falando sobre a seleção brasileira, seis meses atrás, éramos a ‘equipe nacional do 7 a 1”, comentou.

Às vésperas de mais uma Copa do Mundo, o Brasil parece ter recuperado o status, ao menos na avaliação de Piqué, o “entrevistador” de Neymar. Ele avalia que a equipe é a favorita para vencer o torneio na Rússia por ter um sistema defensivo seguro, um meio de campo consolidado, com a presença de Paulinho, seu companheiro no Barcelona, e um ataque poderoso.

“Acho que vocês estão um pouco acima de todos os outros. Nós (a Espanha), a Alemanha, a Argentina, a França, estamos em um nível similar. Mas vocês estão um pouco acima. Lá na frente, vocês têm um grande poder de fogo. Vocês têm (Philippe) Coutinho, Gabriel Jesus e você”, elogiou Piqué, que viu Neymar apostar na Islândia como candidata a surpresa do torneio em 2018.



(AE)

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