Ceará de olho no mercado sul-americano para Fortalecer elenco

Raimundo Pinheiro, vice-presidente do Ceará
Integrante da Série A do Campeonato Brasileiro de 2018, o Ceará terá o desafio de montar um elenco competitivo buscando peças em um mercado inflacionado e concorrido. Ciente disso, o departamento de futebol busca alternativas para a formação do grupo e olhar para o mercado sul-americano pode ser uma delas.

Em entrevista ao programa Trem Bala, da Rádio O POVO/CBN, na terça-feira, o vice-presidente do Ceará admitiu que “não está descartada a vinda de jogadores da Colômbia, Venezuela e Bolívia”. Em conversa posterior com O POVO, Raimundo Pinheiro revelou que já existe contato com um intermediador no Chile.

A explicação pela busca nos companheiros de continente está no preço, segundo o vice-presidente alvinegro. “São jogadores na faixa de 15 mil dólares, o que representa cerca de 50 mil reais”, especulou, garantindo que os valores correspondem a peças de qualidade necessária para disputar uma Série A.

O dirigente não citou nenhum nome ao O POVO, mas deixou clara a possibilidade de que pelo menos duas peças de fora do Brasil integrem o elenco do clube na próxima temporada.

NADA CONCRETO

O executivo de futebol do Ceará, Marcelo Segurado, também não nega que possa buscar reforços nos países da América do Sul, mas diz que o argumento financeiro não cabe. “Há uma ‘mística’ que são baratos, mas a maior parte não é assim. Jogadores do Equador, do Uruguai, de clubes em que vale a pena buscar são caros, têm tendência salarial maior”, avaliou.

O dirigente frisou também que o desempenho dos sul-americanos no Brasil na última temporada não foi dos melhores. “O Flamengo contratou um caminhão de estrangeiros e no fim das contas os meninos da base é que estão resolvendo”, exemplificou.

Se trouxer peças de fora do Brasil, porém, a avaliação do Ceará será criteriosa. “Temos que ver in loco, não por vídeo, e depois sentar pra ver a questão financeira”, disse Segurado, que garantiu não ter conversado ainda com o presidente Robinson de Castro sobre o assunto.

Apesar de defender que o Ceará precisa de “criatividade” para se dar bem no mercado nacional e montar um bom elenco, o executivo de futebol do Alvinegro não descarta a ideia do vice-presidente. “Não é o que estamos priorizando, mas, se aparecer algum interessante, vamos buscar mais informações e mandar alguém ver”, disse.

Fonte: O Povo

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