Uso de apps concorrentes amplia renda de motoristas

Foto: Internet
Na tentativa de driblar as dificuldades econômicas e o desemprego no País, muitos brasileiros têm recorrido a aplicativos (apps) de transporte particular para garantir ou complementar a renda. Com o aumento da demanda de passageiros pelos serviços, é possível perceber que, para não perder clientes e realizar o maior número de corridas possível, cresce o número de motoristas que se cadastram em diferentes plataformas. Inclusive, em apps de empresas diretamente concorrentes, como é o caso da Uber e 99Pop.

Em Fortaleza, assim como em toda capital brasileira a oferecer serviços de transporte particular, não é diferente. Edson Soares é um desses motoristas que, ao mesmo tempo, é parceiro da Uber e 99Pop. Antes da Uber chegar à Cidade em abril de 2016, ele trabalhava como taxista há sete anos. Mas decidiu aderir ao app neste ano. “Minha renda como taxista caiu cerca de 70%. Há sete meses, deixei o táxi e comecei a trabalhar com o Uber e, há um mês, no 99Pop,” disse.

Com a troca, Edson conseguiu recuperar sua renda mensal, de aproximadamente R mil. Ele diz que, diferentemente do que está ocorrendo no segmento de táxi, a demanda por corridas por meio dos apps da Uber e 99Pop é grande. “Quando encerramos uma corrida, quase sempre recebemos outra na hora. É difícil ficarmos parados, porque os preços dos aplicativos são acessíveis a todos”, destaca.

Mesmo com incentivos financeiros oferecidos aos motoristas parceiros, Edson considera que o 99Pop é menos vantajoso do que o Uber. “Muitas vezes, eles (99 Pop) dão esses incentivos na madrugada ou em horários que não estamos trabalhando, além de estabelecer metas muito difíceis de serem atingidas. Por isso, acabo trabalhando mais com a Uber”, observa.

Outra crítica dele é em relação à porcentagem cobrada pelos aplicativos sobre o valor de cada corrida realizada. No caso da Uber, o percentual é de 25%, enquanto a 99Pop pratica 20%. “Esse valor deveria ser de 15%, no máximo, porque o motorista tem muitos gastos com combustível, manutenção dos veículos e, em alguns casos, aluguel dos carros”, explica.

Complemento

Fernando Gomes é outro motorista que trabalha com os dois aplicativos. No caso dele, 99Pop e Uber servem para complementar a renda. “Trabalho em um laboratório. Por trafegar muito na Cidade, vi nos aplicativos uma forma de complementar minha renda,” explica, informando que, “rodando” em determinados horários da semana e aos fins de semana, consegue apurar em média R$ 1.200 por mês.

A exemplo de Edson, Fernando também realiza mais corridas pela Uber. “A assistência do 99Pop para motoristas precisa melhorar. Geralmente, somos chamados por um cliente que está muito longe. Além disso, a Uber tem mais corridas que a 99 Pop”.

Segurança

A questão da segurança dos profissionais também é apontada pelos dois motoristas, que listam possíveis alternativas para minimizar a insegurança durante as corridas, principalmente, à noite e na madrugada. “Quase fui assaltado uma vez. Só escapei porque tenho experiência nas ruas. Acho que os aplicativos poderiam exigir fotos dos clientes, para dar um pouco mais de segurança ao motorista,” sugere.

Para Fernando, ver o destino do passageiro antes de iniciar a corrida, como ocorre no 99Pop, é uma forma de proteger o motorista. “Vendo o destino antes, o motorista pode decidir se vai ou não para o local, que pode ser de risco”, complementa.

Fonte: O Povo

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