Saiba quais são as principais razões da infertilidade feminina

Após um ano de relações sexuais e de atividade sexual regular (pelo menos duas relações sexuais por semana com intervalo de 2 a 3 dias) sem o uso de métodos contraceptivos. O último censo da Organização Mundial da Saúde (OMS), realizado em 2015, aponta que, atualmente, existem no Brasil cerca de sete milhões de mulheres com problemas para engravidar, ligados diretamente a infertilidade.
Segundo especialistas, essa dificuldade está diretamente relacionada à Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP ou PCOS), tipo de distúrbio que interfere no processo normal de ovulação em virtude do desequilíbrio hormonal, que leva à formação de cistos no útero. A endometriose, doença caracterizada pela presença de endométrio - tecido que reveste o interior do útero - fora da cavidade uterina, em órgãos como pelve, trompas, bexiga e ovários, também é um fator que agrava o problema.
De acordo com o ginecologista Marcelo Gondim, a mulher precisa preocupar-se com a saúde desde a juventude, seguindo uma vida saudável, fugindo do sedentarismo e de comidas gordurosas. O médico defende que essa é a maneira mais simples de prevenir a infertilidade. "Um ponto importante é o estilo de vida. Com a população cada vez mais obesa e sedentária, temos visto um importante impacto com as dificuldades enfrentadas para engravidar", explica.
O ginecologista recomenda também que a gravidez não seja adiada por muito tempo, já que a idade é um dos principais fatores para o surgimento do problema. Estudiosos do tema argumentam que, até os 35 anos, uma mulher tem chance de 30% a 40%, ao mês, de engravidar espontaneamente. Já após os 40 anos, essa possibilidade cai para 5%.
Tratamentos 
Marcelo Gondim garante ainda que, quando a gravidez não acontece após inúmeras tentativas, é hora de procurar um especialista para que sejam identificadas as razões do problema, uma vez que a partir delas será indicado o tratamento mais adequado.
"O tratamento vai depender do tipo de problema encontrado. Hoje, existem desde os mais simples, como o coito programado (método de fertilização que utiliza medicamentos para estimular a produção de óvulos na mulher), passando pela inseminação artificial e indo até a fertilização in vitro", finaliza o ginecologista.
Com informações Revista O Povo

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